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Pequim13/09/2018 | 09h25

Chineses e americanos dispostos a negociar para reduzir tensão comercial

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Chineses e americanos se declaram dispostos a dialogar para evitar uma escalada da guerra comercial, que começa a prejudicar as empresas dos Estados Unidos presentes no país asiático.

Mais de dois meses depois de adoção de tarifas de importação punitivas e recíprocas, as duas maiores economias do mundo dão sinais de que desejam abandonar o diálogo de surdos, apesar de o presidente americano Donald Trump ameaçar com represálias quatro vezes mais fortes.

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, propôs ao governo chinês a retomada das negociações, informou na quarta-feira o conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow.

"Mnuchin, que lidera a equipe responsável pela China, parece ter enviado um convite para a retomada das negociações", disse Kudlow.

O ministério chinês do Comércio elogiou a oferta americana, mas não informou se as conversações aconteceriam em Pequim ou Washington.

"A China recebeu de fato um convite (para negociar) da parte dos Estados Unidos e se congratula", afirmou o porta-voz do ministério chinês do Comércio, Gao Feng.

"O lado chinês acredita que a escalada no conflito comercial não interessa a nenhuma das partes", completou, antes de indicar que os países conversam sobre os detalhes de um possível encontro.

As expectativas de retomada das negociações animaram as Bolsas asiáticas, em especial a de Hong Kong, que fechou em alta de 2,54% nesta quinta-feira.

A administração Trump, que denuncia o colossal superávit de Pequim no comércio bilateral, ameaça adotar novas tarifas de importação às exportações da China aos Estados Unidos no valor de 200 bilhões de dólares.

Washington adotou nos últimos dois meses direitos de importação sobre produtos chineses no valor de 50 bilhões de dólares ao ano. Pequim respondeu com medidas similares.

Mas a China vende consideravelmente mais produtos aos Estados Unidos do que compra. Assim, Pequim não poderia responder a ameaça de Trump com uma medida para afetar 200 bilhões de dólares adicionais em bens americanos importados.

Um estudo da Câmara de Comércio dos Estados Unidos na China mostra que 60% das empresas americanas estabelecidas no país asiáticas já estão sendo afetadas pelas tarifas que entraram vigor dos dois lados do Pacífico.

Muitas empresas americanas produzem na China produtos que depois exportam ao mercado dos Estados Unidos.

Um total de 75% das empresas entrevistadas esperam sentir os efeitos da segunda série de medidas ameaçadas por Donald Trump.

A inquietação perturba as decisões de investimentos, afirmou o presidente da Câmara de Comércio, Alan Beebe.

Segundo a pesquisa, 42% das empresas americanas afirmam que seus produtos vendem menos entre os consumidores chineses. De acordo com Beebe, isto pode ser motivado pelo preço mais caro ou porque os chineses se recusam a comprá-los devido à guerra comercial.

* AFP

 

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