Trump condena 'todo o tipo de racismo' um ano após distúrbios em Charlottesville - Mundo - A Notícia

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Washington12/08/2018 | 09h15

Trump condena 'todo o tipo de racismo' um ano após distúrbios em Charlottesville

AFP
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O presidente americano, Donald Trump, expressou no sábado (11) seu repúdio a todo o tipo de racismo, no dia do aniversário dos distúrbios sangrentos em Charlottesville, na Virgínia, ocorridos após uma marcha organizada por grupos neonazistas.

"Os distúrbios em Charlottesville de um ano atrás causaram mortes insensatas e divisão", publicou Trump em sua conta no Twitter.

Ele foi duramente criticado no ano passado por não ter condenado claramente os manifestantes neonazistas após os incidentes de agosto de 2017.

"Devemos estar unidos como nação. Condeno todo o tipo de racismo e ato de violência. Paz para TODOS os americanos", acrescentou em sua mensagem, lançada antes da manifestação que os neonazistas têm prevista para este domingo em frente à Casa Branca.

O senador democrata pelo estado de Virgínia Mark Warner insistiu em que Trump deixou o caminho livre para que os nacionalistas brancos difundissem "ódio e intolerância".

"Estes propagadores de ódio e fanatismo se animaram a tornar pública sua mensagem, devido a um presidente que se negou a condená-los categórica e inequivocamente em termos claros", tuitou.

No sábado à noite, Ivanka Trump, filha do presidente, também se manifestou on-line. "Há um ano em Charlottesville fomos testemunhas de uma desagradável demonstração de ódio, racismo, intolerância & violência", tuitou.

"Enquanto os americanos têm a bênção de viver em uma nação que protege a liberdade, a liberdade de expressão e a diversidade de opinião, não há lugar para a supremacia branca, o racismo e o neonazismo em nosso grande país", completou.

Há um ano, a rede ultraconservadora "Unite the Right" obteve autorização para organizar uma manifestação em Charlottesville contra um projeto da prefeitura de remover uma estátua do general confederado Robert E. Lee. Ao fim da passeata, houve choques entre supremacistas brancos e contramanifestantes.

Um simpatizante neonazista avançou com seu carro na direção dos manifestantes contrários ao racismo, matando Heather Heyer, de 32 anos, e deixando 19 feridos.

Depois do protesto e dos distúrbios, Trump foi criticado por ter estabelecido inicialmente uma equivalência moral entre ambos os grupos de manifestantes, sem condenar diretamente os supremacistas brancos.

No dia seguinte, disse que havia "culpa de ambas as partes" pela violência na Virgínia, que os antirracistas chegaram "com pedaços de pau em suas mãos", e considerou que "havia gente muito boa em ambos os lados".

No primeiro aniversário do ocorrido, a rede Unite the Right prevê uma nova manifestação para este domingo, desta vez nos arredores da Casa Branca. Já os contramanifestantes irão se reunir na praça Lafayette, localizada em frente à residência presidencial. Policiais serão mobilizados para evitar que os dois grupos entrem em contato.

Como precaução, após terem ficado sobrecarregadas durante os distúrbios de 12 de agosto de 2017, as autoridades decidiram declarar o estado de emergência tanto em Chalottesville como em toda Virgínia para ajudar na mobilização de agentes e recursos na cidade e no estado.

Em Charlottesville, as autoridades dispuseram uma importante presença de agentes de segurança, com patrulhamentos e colocação de cercas e barreiras de concreto no centro da cidade.

Duas pessoas foram presas, uma por ultrapassar o perímetro de segurança, e outra, por conduta alvoroçada. Ambas foram liberadas e receberam citações por faltas menores.

Neste sábado, manifestantes antifascistas realizaram uma marcha pacífica na cidade, e muitas pessoas deixaram flores em um memorial em homenagem a Heather Heyer.

* AFP

 

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