Três empresas sul-coreanas acusadas de violar sanções contra o Norte - Mundo - A Notícia

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Seul10/08/2018 | 09h30

Três empresas sul-coreanas acusadas de violar sanções contra o Norte

AFP
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Três empresas sul-coreanas importaram carvão e ferro da Coreia do Norte em uma aparente violação das sanções da ONU contra o regime comunista, anunciaram nesta sexta-feira as autoridades de Seul.

Entre abril e outubro de 2017, mais de de 35.000 toneladas de carvão e ferro norte-coreano foram importados para a Coreia do Sul através da Rússia, por um valor de 6,6 bilhões de wons (5,9 milhões de dólares), informou uma fonte da Alfândega do país.

Além de infringir as leis sul-coreanas, algumas cargas violaram provavelmente as resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU para obrigar Pyongyang a renunciar a seus programas militares nucleares e balísticos.

"Todos os navios suspeitos de violar as sanções da ONU serão imobilizados ou proibidos de entrar nos portos sul-coreanos", indicou a Alfândega.

O carvão era transportado para a Rússia, onde sua origem era modificada para "transformá-lo" em russo com documentos falsos.

Em seguida, a mercadoria era enviada para a Coreia do Sul, afirma um comunicado divulgado pela Alfândega, após uma investigação de 10 meses.

Outra fraude consistia em importar antracito da Coreia do Norte, uma variedade de carvão muito puro, que era transferido ao porto russo de Jolmsk, onde era "maquiado como um tipo de carvão coque que não precisa de documento de origem", antes de ser carregado em navios com destino ao Sul.

"A Alfândega identificou sete infrações e as autoridades judiciais serão alertadas sobre os casos de três indivíduos e três empresas para pedidos de indiciamento", afirma o texto.

"É necessário observar o calendário de resoluções da ONU (...) para determinar se estas atividades eram violações", completou.

Na semana passada, a ONU publicou um relatório que acusa a Coreia de Norte de violar as sanções ao continuar exportando carvão, ferro e outras mercadorias.

Pyongyang continua tirando proveito de suas exportações ilícitas, especialmente de ferro e aço para a China, Índia e outros países, que geraram quase 14 milhões de dólares entre outubro e março.

As autoridades também descobriram um tráfico de gusa (produto imediato da redução do minério de ferro), vendido por suspeitos a um comprador sul-coreano por meio de uma empresa fantasma com sede em Hong Kong.

Os suspeitos teriam sido pagos em carvão e não dinheiro.

No ano passado, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma série de resoluções para proibir as exportações de matérias-primas de Pyongyang e limitar assim a arrecadação do regime em represália a seu programa nuclear.

No decorrer do ano, a tensão com a Coreia do Norte registrou uma redução após a reunião de cúpula entre o presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong Un e, sobretudo, após o encontro histórico entre este último e o presidente americano Donald Trump em Singapura.

* AFP

 

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