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Moscou09/08/2018 | 10h35

Rússia considera 'inaceitáveis' novas sanções dos EUA

AFP
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O Kremlin considerou, nesta quinta-feira (9), "absolutamente inaceitáveis" e "ilegais" as novas sanções econômicas anunciadas pelos Estuase dois anos frente ao dólar (66 rublos por dólar), enquanto o euro valia 77 rublos, pela primeira vez, desde abril passado.

"O sistema financeiro russo é suficientemente sólido: demonstrou sua solidez em momentos difíceis", ressaltou Peskov, enquanto a Rússia continua submetida a estritas sanções desde a anexação da Crimeia de 2014.

- 'Mensagem unívoca' -

O envenenamento do ex-agente duplo e de sua filha, expostos ao Novichok - um agente neurotóxico elaborado na época da União Soviética - foi atribuído pelo governo britânico à Rússia. Moscou nega reiteradamente seu envolvimento e pede provas.

Uma britânica de 44 anos, mãe de três filhos, morreu em 8 de julho, após ter sido exposta a veneno dentro de um frasco de perfume. A Polícia britânica disse se tratar do Novichok.

O Reino Unido celebrou as novas sanções americanas, considerando o gesto uma "mensagem unívoca à Rússia de que sua atitude impetuosa não ficará sem resposta".

As sanções de Washington, que afetam a exportação de alguns produtos tecnológicos russos, poderão custar "centenas de milhões de dólares" para a economia russa, indicou uma fonte americana que pediu para não ser identificada.

Outro funcionário do alto escalão do governo americano disse ainda que pode haver uma segunda rodada de sanções "draconianas", com a proibição de as companhias russas operarem em aeroportos dos Estados Unidos, ou até com o rompimento das relações diplomáticas.

"As sanções em si não são destruidoras, mas são um golpe no interesse dos investidores e minam a confiança dos investidores na Rússia", indicaram analistas do banco russo Alfa.

"Mas podem reduzir a pressão sobre a administração Trump para apoiar as sanções propostas por um grupo de senadores relacionadas com a suposta interferência nas eleições, que preveem a proibição de comprar dívida russa, o que seria potencialmente muito mais perigoso", acrescentaram.

Na quarta-feira, os mercados russos já se viram afetados pelas matérias publicadas pela imprensa cogitando essa possibilidade.

No final de 2016, a economia russa saiu de dois anos de recessão pelas sanções provocadas pela crise na Ucrânia e pela queda do preço dos hidrocarbonetos, dos quais a Rússia depende em grande parte.

* AFP

 

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