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Bamako12/08/2018 | 12h50

Malineses elegem presidente sob tensão, mas sem surpresa

AFP
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Os malineses eram esperados nas urnas para eleger seu presidente, neste domingo (12), sob um forte esquema de segurança, em um segundo turno que não desperta grandes paixões, diante da já prevista vitória do chefe de Estado que disputa a reeleição, Ibrahim Boubacar Keita.

"Esperamos que o novo presidente faça melhor e saiba corrigir seus erros", comentou o aposentado El Hajd Aliu Sow, que não quis revelar o candidato escolhido. Ele foi votar logo cedo, em um seção eleitoral no centro da capital, Bamako.

Mais de oito milhões de eleitores foram convocados para comparecer a um dos 23.000 colégios eleitorais do Mali. Os postos ficam abertos das 8h à 18h (5h e 15h em Brasília, respectivamente), neste imenso país do Sahel, que ainda enfrenta a ameaça extremista após cinco anos de intervenções militares internacionais.

Os resultados devem começar a ser divulgados em quatro, ou cinco, dias.

Antes do início da votação, na madrugada deste domingo, a campanha do opositor Soumaila Cissé denunciou que está sendo preparada uma fraude eleitoral.

"Há três dias que sabemos que as cédulas de voto circulam pelo país", declarou à AFP o chefe de campanha de Cissé, Tiebilé Dramé.

"Essas cédulas deveriam estar lacradas e deveriam ser abertas apenas na presença de assessores, delegados e pessoas ligadas aos candidatos", acrescentou.

A tensão já havia se acentuado no sábado, quando os serviços de Inteligência prenderam três homens de um comando, classificado de "grupo terrorista", no momento em que "se planejava ataques dirigidos a Bamako durante o fim de semana".

Não se detalhou a natureza desses ataques, mas os três são suspeitos de serem os autores de um assalto a pedestre que deixou três mortos em outubro de 2016, a cerca de 30 quilômetros de Bamako.

O ganhador desta eleição assume no início de setembro e enfrentará a dura tarefa de relançar o acordo de paz fechado em 2015 entre o governo e a antiga rebelião de maioria tuaregue. O acordo ainda não entrou em vigor.

O pacto foi firmado após a intervenção do Exército francês que, em 2013, retomou o controle do norte do país, onde os extremistas instauraram a sharia por um ano.

No primeiro turno, em 29 de julho, 871 colégios eleitorais (mais de 3%) permaneceram fechados por causa da violência, sobretudo, no centro e no norte do país. Cerca de 250.000 pessoas não conseguiram votar.

Grande favorito para conseguir um segundo mandato, Keita, de 73 anos, obteve 41,70% dos votos no primeiro turno, contra os 17,78% de seu opositor, Soumaila Cissé, um ex-ministro das Finanças de 68 anos que não conseguiu unir a oposição entre os dois turnos.

- Segurança reforçada -

Foram mobilizados cerca de 36.000 militares, 6.000 a mais do que no primeiro turno, para "reforçar" a democracia e "dar credibilidade ao processo, por meio de uma participação maciça da população", afirmou Umar Culibaly, assessor do primeiro-ministro Sumeylu Bubeye Maiga.

O Exército malinês tem o apoio dos Capacetes Azuis da ONU, das forças francesas da Operação Barkhane e, no norte, onde o Estado se encontra pouco presente, ou está ausente, por grupos signatários do acordo de paz.

A UE enviou observadores e pediu que se garanta o acesso de todos os eleitores aos locais de votação.

* AFP

 

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