Ex-advogado de Trump se declara culpado e envolve presidente - Mundo - A Notícia

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Nova York21/08/2018 | 20h50

Ex-advogado de Trump se declara culpado e envolve presidente

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Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, se declarou culpado nesta terça-feira de oito crimes em um tribunal de Nova York e revelou que a pedido do atual presidente americano pagou pelo silêncio de duas ex-amantes do então candidato republicano nas eleições de 2016.

Cohen, 51 anos, que foi advogado de Trump durante dez anos, assumiu cinco crimes de sonegação fiscal entre 2012 e 2016, um de fraude bancária e dois delitos de violação da lei de financiamento de campanhas eleitorais.

Ao assumir sua culpa, Cohen disse ao juiz William Pauley que pagou 130 mil e 150 mil dólares durante a campanha eleitoral de 2016 em troca do silêncio de duas mulheres que teriam se relacionado com o presidente, "a pedido do candidato e com a intenção de influenciar na eleição" presidencial.

Cohen não identificou as mulheres, mas os valores foram pagos à atriz pornô Stormy Daniels, que assegura ter mantido um caso com Trump em 2006 (130.000 dólares), e a ex-coelhinha da Playboy Karen McDougal, suposta amante do magnata em 2006 e 2007.

"Você sabia que tudo isto era errado e ilegal?" - perguntou o juiz Pauley. "Sim" - respondeu Cohen com a voz tremula.

As declarações de Cohen dão a entender que Trump pode ter cometido um crime, e foram qualificadas de graves pelo próprio presidente.

Cohen declarou certa vez que era tão leal a Trump que "receberia um tiro" por ele.

Mas isto parece ter mudado quando as autoridades começaram a cercá-lo e em julho disse que sua "lealdade" estava com a mulher, os filhos e o país.

O juiz Pauley pronunciará a sentença de Cohen no dia 12 de dezembro, e o advogado poderá receber até cinco anos de prisão por cada um dos crimes de sonegação fiscal, 30 anos por fraude bancário e cinco anos por cada delito de violação da lei de financiamento de campanha.

- Trump está "muito triste" com veredicto -

"Me sinto muito triste com isto", disse Trump à imprensa ao chegar ao estado da Virgínia Occidental para um comício, afirmando que tudo isto faz parte de uma "caça às bruxas" deflagrada após sua eleição.

Trump lamentou a decisão do juri, mas buscou se distanciar de Manafort, que teve um papel decisivo para que o atual presidente fosse o candidato republicano.

"Trabalhou para muita gente", disse Trump, citando as campanhas do ex-presidente Ronald Reagan e do candidato à presidência Bob Dole.

O caso Manafort foi o primeiro processo resultante da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Manafort, de 69 anos, foi acusado de apresentar declarações falsas para conseguir empréstimos bancários e de sonegar impostos por dezenas de milhões de dólares que ganhou assessorando políticos pró-russos na Ucrânia entre 2005 e 2014.

O caso surgiu da investigação levada à frente por Mueller sobre a ingerência russa para favorecer Trump nas eleições de 2016, mas Manafort não é acusado de nenhum crime relacionado com a sua breve participação na campanha eleitoral do presidente.

O julgamento era considerado importante para a investigação de Mueller, que Trump denunciou muitas vezes como uma "caça às bruxas" motivada por questões políticas, negando que tenha havido um conluio com Moscou para derrotar a candidata presidencial democrata Hillary Clinton.

* AFP

 

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