Ataque a ônibus com crianças deixa dezenas de mortos no Iêmen - Mundo - A Notícia

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Sana09/08/2018 | 07h30

Ataque a ônibus com crianças deixa dezenas de mortos no Iêmen

AFP
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Dezenas de pessoas morreram, ou ficaram feridas, nesta quinta-feira (9), em um ataque contra um ônibus que transportava crianças no norte do Iêmen - anunciou a representação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) nesse país.

"Depois de um ataque esta manhã contra um ônibus que transportava crianças em um mercado de Dahyan no norte de Saada, um hospital apoiado pelo CICR recebeu dezenas de mortos e de feridos", tuitou a organização.

"Segundo o Direito humanitário internacional, os civis devem estar protegidos durante os conflitos", acrescentou o CICR.

A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Iêmen, Meritxell Relano, disse estar "preocupada com as primeira informações sobre crianças mortas em Saada".

"Nossas equipes estão verificando o número de pessoas mortas e de feridos. Crianças não devem ser tomadas como alvo", frisou, no Twitter.

A televisão Al-Masirah dos rebeldes huthis, que controlam a zona onde houve o ataque, afirmou que 39 pessoas morreram, e 51 ficaram feridas - "em sua maioria crianças".

Segundo a emissora, foi um ataque aéreo da coalizão sob comando da Arábia Saudita, a qual intervém no Iêmen em apoio às forças do governo reconhecido internacionalmente.

O porta-voz da coalizão não comentou o episódio.

Na última quinta-feira, pelo menos 55 civis morreram, e 170 ficaram feridos em ataques em Hodeida (oeste), segundo o CICR.

A cidade estratégica de Hodeida está controlada pelos huthis, que também responsabilizaram a coalizão pela ofensiva. A coalizão negou e atribuiu sua autoria aos rebeldes.

A coalizão foi, diversas vezes, acusada de erros que custaram a vida de centenas de civis. Embora tenha admitido sua responsabilidade em alguns ataques, em geral acusa os huthis de se misturarem com os civis, ou de usá-los como escudos humanos.

A guerra no Iêmen deixou mais de 10.000 mortos desde a intervenção da coalizão em março de 2015 e deflagrou a "pior crise humanitária" do mundo, segundo a ONU.

* AFP

 

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