Sacerdote chileno em prisão preventiva por abusar e violar menores - Mundo - A Notícia

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Santiago13/07/2018 | 15h13

Sacerdote chileno em prisão preventiva por abusar e violar menores

AFP
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O renomado sacerdote chileno Oscar Muñoz foi preso preventivamente nesta sexta-feira (13) por determinação de um tribunal da cidade de Rancagua (sul), acusado de abuso sexual e violação de pelo menos sete menores.

Muñoz, que tinha sido detido na quinta-feira em Santiago, foi transferido para a cidade de Rancagua (120 km ao sul de Santiago), onde um tribunal ordenou sua prisão preventiva por 180 dias enquanto dura a investigação judicial deste novo caso de pedofilia que aprofunda a crise na Igreja chilena, devido aos reiterados escândalos sexuais que a atingiram.

"A prisão preventiva é uma medida muito pesada, significa a privação de liberdade de uma pessoa", declarou à imprensa Emiliano Arias, promotor de Rancagua, após concluída a audiência de formalização de acusações de Muñoz.

Muñoz, um conhecido sacerdote que ocupou cargos de responsabilidade no Arcebispado de Santiago nos últimos sete anos e braço direito do cardeal da capital, Ricardo Ezzati, arrisca cumprir penas de até 15 anos de prisão, segundo Arias.

Os casos, que segundo o promotor ainda não prescreveram, abrangem o período 2002-2018 nas cidades de Santiago e Rancagua.

Em janeiro passado, o sacerdote se 'autodenunciou' por pelo menos dois casos perante seus superiores, pelos quais foi suspenso de suas funções. Seu caso foi remetido à Congregação da Fé no Vaticano, que investiga os casos de pedofilia.

Em 2011, quando era vice-chanceler do Arcebispado, se encarregou de tomar depoimentos dos denunciantes do caso do influente sacerdote Fernando Karadima, suspenso em 2013 por toda a vida das funções no Vaticano por pedofilia.

Os abusos de Muñoz foram revelados depois que o expediente do caso foi um dos arquivos apreendidos pela promotoria chilena em uma surpreendente operação realizada em escritórios dos arcebispados de Santiago e Rancagua em 13 de junho.

A defesa de Muñoz não se opôs à prisão preventiva porque "a quantidade de antecedentes que o Ministério Público formalizou merecem evidentemente uma análise maior e mais profunda", afirmou Gabriel Henríquez, advogado do sacerdote.

A Igreja chilena tem sido atingida por escândalos de abusos contra menores, cometidos por dezenas de sacerdotes, que levaram o papa Francisco a criticar duramente o tratamento da hierarquia eclesiástica chilena às denúncias de pedofilia. Em maio passado, o papa convocou um grupo de bispos chilenos ao Vaticano, onde, apresentaram sua renúncia em bloco.

* AFP

 

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