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Hong Kong11/06/2018 | 06h51

Líder pró-independência de Hong Kong condenado a seis anos de prisão

AFP
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Edward Leung, destacado ativista a favor da independência de Hong Kong, foi condenado nesta segunda-feira a seis anos de prisão por sua participação nos protestos de 2016, os mais importantes registrados em várias décadas nesta ex-colônia britânica.

A juíza Anthea Pang afirmou que Leung participou ativamente nos distúrbios e descreveu suas ações como "excessivas e cruéis".

Edward Leung, 27 anos, foi declarado culpado de participar na violência, nos distúrbios mais graves em várias décadas em Hong Kong e que aconteceram quando policiais enfrentaram manifestantes que estavam com pedras no bairro de Mong Kok, na parte continental deste território semiautônomo.

O jovem já estava detido desde que se declarou culpado em outro processo por agredir um policial durante as mobilizações 2016, caso em que foi sentenciado a um ano de prisão.

As duas sentenças serão unidas.

O tribunal rejeitou a alegação de que as motivações políticas seriam circunstâncias atenuantes e considerou que a condenação deveria ter um "efeito dissuasivo".

Leung, que estava no tribunal, manteve a calma durante a audiência e acenou para os simpatizantes após a leitura da sentença. Alguns manifestantes choraram depois do anúncio da condenação.

Outros dois manifestantes foram condenados a sete e três anos e meio de prisão, respectivamente.

O protesto começou em fevereiro de 2016, coincidindo com o Ano Novo Chinês, com uma manifestação de apoios aos vendedores ambulantes de comida, que as autoridades queriam afastar das ruas.

Mas rapidamente evoluiu para uma mobilização de caráter político, um protesto contra as autoridades em Hong Kong e Pequim.

Quase 130 pessoas ficaram feridas, incluindo 90 policiais. Durante os distúrbios, os agentes deram tiros para o alto como medida de advertência.

Dezenas de pessoas foram detidas.

Na vanguarda da mobilização estavam Leung e outros jovens do movimento chamado de "localista", nascido das cinzas da "Revolução dos Guarda-Chuvas", como ficaram conhecidos os protestos pró-democracia de 2014 que não conseguiram obter concessões de Pequim para as reformas políticas.

Uma parte da população de Hong Kong acusa a China de aumentar o controle sobre a ex-colônia britânica.

Isto viola os termos do acordo com Londres, que presidiu a devolução em 1997, e que deveria garantir durante 50 anos a este pequeno território do sul da China liberdades que não existem no restante do país asiático.

Em uma entrevista à AFP em 2016, Leung, que na época era um estudante de Filosofia, afirmou que "uma guerra ou uma batalha são inevitáveis".

Chris Patten, o último governador do período colonial de Hong Kong, denunciou a condenação, baseada na interpretação de uma lei sobre a manutenção da ordem pública.

"As vagas definições contidas na lei são uma porta aberta para os abusos e não se ajustam aos parâmetros internacionais", afirmou Patten em um comunicado divulgado pela Hong Kong Watch, ONG que monitora as liberdades na megalópole.

"É decepcionante ver que a lei é usada com fins políticos para condenar de modo rígido os democratas e outros ativistas", concluiu.

* AFP

 

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