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Sófia17/05/2018 | 12h56

Macedônia e Grécia estão perto da reconciliação

AFP
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A Macedônia e a Grécia se aproximaram nesta quinta-feira (17) de uma solução para a disputa político-semântica sobre o nome da ex-república iugoslava, antes de uma decisão europeia sobre a possível abertura das negociações de adesão de Skopje à UE.

O primeiro-ministro da Macedônia, Zoran Zaev, indicou que uma "solução aceitável" foi encontrada com seu colega grego, Alexis Tsipras, sobre a questão que está bloqueando o processo de adesão do país à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Mas os "sucessos alcançados" devem ser confirmados, disse ele, depois de uma reunião com Tsipras à margem da cúpula UE-países dos Bálcãs.

"Teremos consultas em nossos países para ver se esta solução é possível", indicou.

O primeiro-ministro grego foi mais cauteloso. "Ainda não estamos em posição de falar em acordo. Cobrimos a maior parte da distância, mas ainda há estrada", afirmou.

Referindo-se a uma possível nova reunião no início de junho, Tsipras alertou: "o tempo corre para uma abertura de negociações, em 25 de junho, e, portanto, será preciso uma evolução", disse ele.

Candidata desde 2005, a Macedônia obteve no final de abril uma recomendação da Comissão Europeia para a abertura incondicional das negociações de adesão, sobre a qual uma reunião europeia está prevista para 25 de junho.

Mas, assim como para a adesão à Otan, ela colide com a disputa com a Grécia, que nega a seu vizinho o direito de ser chamada de "Macedônia", nome de uma de suas províncias.

A chegada ao poder em Skopje de Zoran Zaev no lugar do nacionalista Nikola Gruevski, um ano atrás, permitiu reviver as discussões entre os dois países.

O encontro dos primeiros-ministros em Sófia foi anunciado no sábado pelo mediador da ONU, Matthew Nimetz, após uma reunião de seis horas entre os chanceleres dos dois países.

O fervor nacionalista continua, porém, presente nos dois lados. Na Grécia, foram organizadas recentemente grandes manifestações em Atenas e em Tessalônica, capital da província grega da Macedônia, o ministro Nikos Kotzias recebeu ameaças, e uma pesquisa mostrou que 70% dos gregos seriam hostis a um nome que inclua o termo Macedônia, ou um derivado.

Na ONU, o país continua sendo designado pela sigla ARYM (Antiga República Iugoslava da Macedônia, ou FYROM na sigla em inglês).

Os gregos também negam o direito a reivindicar a herança dos reis Alexandre, o Grande, e Filipe da Macedônia.

Entre os nomes citados com mais frequência pela imprensa dos dois países aparece em particular "Gorna Makedonija", "Alta Macedônia".

* AFP

 

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