Confirmado na Argentina processo de Menem por explosão de fábrica militar - Mundo - A Notícia

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Buenos Aires17/05/2018 | 19h46

Confirmado na Argentina processo de Menem por explosão de fábrica militar

AFP
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Um tribunal argentino confirmou nesta quinta-feira (17) o processo sem prisão preventiva do ex-presidente e senador Carlos Menem, de 87 anos, como suposto autor indireto da explosão de uma fábrica militar que deixou 7 mortos em 1995.

O delito pelo qual Menem é acusado - assim como os militares já condenados - é o de "dano doloso agravado pela morte de pessoas", uma ação que, segundo a acusação, foi realizada para apagar provas do contrabando de armas para Croácia e Equador entre 1991 e 1995.

A Câmara Federal (de apelação) de Córdoba confirmou uma resolução de 2013 de um juiz de primeira instância, que havia processado o ex-presidente (1989-1999), informou o Centro de Informação Judicial (CIJ).

Com o voto de dois dos três juízes e um contrário, o tribunal também agravou a acusação de "instigador" a "autor indireto" da explosão da fábrica militar Río Tercero no dia 3 de novembro de 1995.

A decisão judicial abre as portas a um novo julgamento a ser realizado em Córdoba, 700 km ao norte, deste caso, complementar a outro processo que em 2014 condenou quatro militares retirados a penas de 10 a 13 anos de prisão.

A explosão deixou sete mortos e 300 feridos, destruiu residências vizinhas e causou 25 milhões de dólares em perdas materiais.

Em 2013, Menem foi condenado a sete anos de prisão em outro julgamento por essa venda ilegal de 6.500 toneladas de armamento e munições à Croácia e ao Equador, em um contexto de embargos sobre ambos países por diferentes conflitos.

O ex-presidente, atualmente senador, não cumpre pena por ter foro privilegiado.

Em 2014, no julgamento de quatro ex-funcionários da Direção Geral de Fabricações Militares, Menem não esteve no banco dos réus porque havia sido imputado, em seguida dispensado, e novamente julgado e dispensado, após sucessivos recursos.

Menem também está sendo julgado por acobertamento e obstrução à investigação do atentado contra a associação judaica AMIA, que deixou 85 mortos e 300 feridos em 1994.

* AFP

 

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