Autoridades venezuelanas advertem contra abstenção e 'ingerência' - Mundo - A Notícia

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Caracas15/05/2018 | 17h36

Autoridades venezuelanas advertem contra abstenção e 'ingerência'

AFP
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O governo e o poder eleitoral da Venezuela advertiram contra a "ingerência" estrangeira e os chamados à abstenção, ao mobilizar, nesta terça-feira (15), uma operação de segurança para as eleições presidenciais de domingo.

"O chamado à abstenção é antidemocrático e se baseia (...) em um ambicioso e fracassado personalismo, que é acompanhado de um componente muito importante de ódio", disse o ministro da Defesa, o general Vladimir Padrino, ao colocar em ação o chamado Plano República, do qual 300 mil militares participarão.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) pede que os cidadãos não votem, pois consideram ilegítimas as eleições, cujos resultados tampouco serão reconhecidos por Estados Unidos, União Europeia e vários países latino-americanos.

Padrino advertiu que quem violar as leis "será submetido" à Justiça.

Durante o ato, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, exigiu que os quem falam em prol da abstenção respeitem a votação.

Lucena recordou na segunda-feira que a lei prevê sanções - inclusive a prisão - para os que "desestimulam" o voto, ou "obstaculizam a realização dos processos eleitorais".

"Aos que tentam impedir fazendo chamados a não votar, pedimos e exigimos respeito, em primeiro lugar à lei e também ao povo (...) Devem permitir que os venezuelanos decidam o que eles querem fazer", expressou Lucena.

Padrino e Lucena qualificaram de "ingerência" o fato de vários países terem anunciado que desconhecerão os resultados das eleições por considerarem que faltam garantias de transparência.

"Rechaçamos com muita contundência todo ato de ingerência, todo ato intervencionista que pretenda alienar as instituições do Estado", disse Padrino, assegurando que a Força Armada "jamais" aceitará um presidente imposto ou "autoproclamado".

"Este poder eleitoral lhes diz: não são governos estrangeiros, de ingerência grotesca, grosseira e imoral que ditam ao poder eleitoral o que tem que ser feito", acrescentou a presidente do CNE, de linha governista.

Cerca de 20,5 milhões de venezuelanos - dois terços da população - estão convocados a eleger o chefe de Estado em apenas um turno.

* AFP

 

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