Atriz libanesa Manal Issa apoia Gaza no tapete vermelho de Cannes - Mundo - A Notícia

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Cannes16/05/2018 | 13h41

Atriz libanesa Manal Issa apoia Gaza no tapete vermelho de Cannes

AFP
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"Parem o ataque em Gaza". A foto da libanesa Manal Issa com um cartaz de apoio aos palestinos no tapete vermelho do Festival de Cannes deu o que falar nas redes sociais nesta quarta-feira (16), mas a atriz não quis comentar seu gesto.

"Não quer se manifestar, porque quer concentrar a atenção sobre (a Faixa de) Gaza e não sobre ela mesma", disse à AFP uma fonte próxima à atriz, um dia depois de seu protesto no tapete vermelho antes da projeção de "Han Solo - Uma História Star Wars", o novo episódio da saga.

Ao pé da escada do Palácio dos Festivais, Manal Issa, de 26 anos, segurou um cartaz onde se lia em letras garrafais vermelhas: "Stop the attack on Gaza!!" ("Parem o ataque em Gaza!!"), em alusão aos cerca de 60 manifestantes palestinos mortos na segunda-feira por disparos israelenses, o mesmo dia que se inaugurou a nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

Em geral, é proibida qualquer manifestação de ordem política, ou religiosa, no tapete vermelho. Há um ano, a ministra israelense da Cultura, Miri Regev, também foi alvo das câmeras, usando um vestido que trazia, em sua parte inferior, um panorama da cidade de Jerusalém e sua parte antiga.

Manal Issa apresenta em Cannes "Mon tissu préféré", da diretora síria Gaya Jiji, na seção Um Certo Olhar. O filme se situa na primavera (boreal) de 2011, em Damasco, no início do conflito sírio.

Apesar do pano de fundo político, o filme é, sobretudo, uma história de aprendizado centrada em Nahla, personagem interpretado por Manal Issa, noiva de Samir, um sírio que vive nos Estados Unidos.

A situação em Gaza também foi abordada no Festival de Cannes com "Samouni road", um documentário sobre o massacre de 29 membros de uma família em 2009. O filme do italiano Stefano Savona, que mistura entrevistas dos sobreviventes com imagens dos lugares, recorre à animação para reconstruir as cenas mais duras e dar vida aos desaparecidos.

O diretor se baseou em documentos da organização não-governamental Cruz Vermelha e das Nações Unidas, mas também em informes internos do Exército israelense.

"A situação em Gaza era trágica há 25 anos. Agora, é pior. Eu só quis mostrar essas pessoas e deixá-las falar", disse Savona à AFP, que não quis comentar o banho de sangue na Faixa de Gaza na última segunda-feira (14).

* AFP

 

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