Ivanka Trump chega à Cúpula das Américas para promover a mulher na economia - Mundo - A Notícia

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Lima13/04/2018 | 13h08

Ivanka Trump chega à Cúpula das Américas para promover a mulher na economia

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Ivanka Trump, a filha e assessora do presidente americano Donald Trump, lança nesta sexta-feira (13) em Lima uma iniciativa para dar maior poder econômico às mulheres latino-americanas na Cúpula das Américas.

Ivanka e seu marido Jared Kushner fazem parte da delegação dos Estados Unidos na cúpula em Lima, liderada pelo vice-presidente Mike Pence representante de Donald Trump, que optou por ficar em Washington para atender urgências mundiais, como a situação na Síria.

A filha mais velha do mandatário americano quer "impulsionar o empoderamento econômico das mulheres" em uma região onde apenas 9% dos cargos de direção são ocupados por elas.

Esta iniciativa se soma ao compromisso de oito multinacionais, com iniciativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do #100KChallenge para capacitar, conectar e certificar mais de 100 mil mulheres de empresas das Américas para 2021.

Na época do #Metoo, a escassa presença de mulheres na liderança econômica regional é um dos destaques da III Cúpula de Empresários que analisa nesta quinta e sexta-feira os principais desafios da região, na véspera da Cúpula das Américas, que se inicia nesta noite com um jantar oficial oferecido pelo presidente anfitrião, Martín Vizcarra.

Com uma reunião centrada na corrupção, em uma região onde o fenômeno impregna a política e abala a democracia e o desenvolvimento, os empresários quiseram oferecer uma pequena contribuição.

No relatório "Ação para o Crescimento: Recomendações de Políticas e Plano de Ação 2018-2021 para o Crescimento nas Américas", fazem propostas em cinco áreas-chave: o relatório "Ação para o Crescimento: Recomendações de Políticas e Plano de Ação 2018-2021 para o Crescimento nas Américas", com propostas em cinco áreas-chave.

"É preciso abordar de maneira decisiva o problema da corrupção, promovendo uma cultura de integridade em nossa região", lembrou o presidente peruano, Martin Vizcarra, assumiu a Presidência em um país onde acusações de corrupção derrubaram o presidente Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou recentemente devido a suas ligações com a construtora brasileira Odebrecht.

- Venezuela na mira -

O Peru inaugura neste noite a oitava edição dessa reunião hemisférica lançada em 1994 pelo então presidente Bill Clinton para favorecer a integração da região. Mas o jantar oficial na casa Pizarro, sede do governo, terá muitas ausências.

Além de Donald Trump, tampouco estará o venezuelano Nicolás Maduro, que não foi convidado. E o equatoriano Lenín Moreno precisou voltar às pressas para Quito na noite de quinta-feira para atender o caso de uma equipe de imprensa sequestrada.

Um grupo de países promove uma declaração para não reconhecer os resultados das eleições presidenciais venezuelanas em maio, enquanto três manifestações - duas contra e uma a favor de Maduro - ocorreram em Lima na quinta-feira.

O secretário interino de Estado dos Estados Unidos, John J. Sullivan, reuniu-se com representantes da sociedade civil venezuelana à margem da cúpula e reconheceu seus "esforços corajosos (...) em defesa dos direitos humanos e da democracia de seu país".

- Mais perto que a China -

Em plena era protecionista impulsionada pela Casa Branca, os Estados Unidos voltam a cortejar a América Latina, uma região com a qual tem um déficit comercial de 117 bilhões de dólares.

"Exportamos mais à região que a China e exportamos mais ao hemisfério, incluídos México e Canadá, que para toda a Ásia", lembrou.

"Tanto de um ponto de vista econômico, como histórico, a região é muito importante para o governo americano", disse o secretário de Comércio Wilbur Ross.

Enquanto isso, os Estados Unidos se apressa para concluir a renegociação do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), com Canadá e México, nas próximas semanas. Caso contrário, o "calendário político" pode atrasar consideravelmente.

Contudo, Trump parece querer se distanciar da América Latina com a construção de um muro na fronteira com o México e com a sua agressiva política anti-imigração.

* AFP

 

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