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Washington14/04/2018 | 03h03

EUA atacam Síria com apoio de França e Reino Unido

AFP
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Estados Unidos, França e Reino Unido bombardearam alvos na Síria na madrugada deste sábado, em uma ação coordenada contra o regime de Bashar Al Assad uma semana após um suposto ataque com armas químicas ter matado cerca de 40 civis nos arredores de Damasco.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou ter ordenado "às forças armadas dos Estados Unidos ataques de precisão contra alvos associados à capacidade de armas químicas do ditador Bashar Al Assad".

"No sábado passado, o governo de Assad utilizou novamente armas químicas para massacrar civis inocentes, desta vez na cidade de Duma (...). Este massacre foi uma escalada significativa no padrão de uso de armas químicas erca de 24 km a oeste de Homs, onde se suspeita que o regime armazene substâncias para fabricar armas químicas", revelou o ministério da Defesa em Londres.

"Foram realizadas análises muito cuidadosas para determinar onde era melhor atacar com os Storm Shadows a fim de maximizar a destruição de produtos químicos armazenados e minimizar qualquer risco de contaminação nas áreas circundantes".

"As informações iniciais mostram que a precisão dos Storm Shadow e o planejamento meticuloso resultou em um ataque de sucesso".

A TV estatal síria destacou que a defesa antiaérea entrou em ação contra a "agressão" americana.

Instantes depois de ordenar o ataque, Trump responsabilizou Rússia e Irã "por apoiar, equipar e financiar o regime criminoso" da Síria.

Por isso, acrescentou, a Rússia "descumpriu suas promessas" de impedir que o governo de Assad use armas químicas.

Em Londres, a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que não havia "alternativa prática" ao uso da força na Síria, ao anunciar que o Reino Unido se uniu à França e aos Estados Unidos para lançar ataques contra a Síria.

"Esta noite autorizei as Forças Armadas britânicas a realizar bombardeios coordenados e dirigidos para degradar as capacidades de armas químicas do regime e impedir seu uso".

"Não havia uma alternativa prática ao uso da força para reduzir ou impedir a utilização de armas químicas por parte do regime sírio. Não se trata de intervir em uma guerra civil. Não se trata de mudar o regime. Se trata de ataques limitados e seletivos que não representam uma escalada das tensões na região e visam fazer o possível para evitar a morte de civis".

Em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que a França participou da operação conjunta, destacando que os bombardeios estavam "circunscritos às capacidades do regime que permitem a produção e o uso de armas químicas".

"Não podemos tolerar a banalização do uso de armas químicas", explicou o presidente em um comunicado.

"A linha vermelha fixada pela França em maio de 2017 foi cruzada. Então ordenei às forças armadas francesas que agissem esta noite, como parte de uma operação internacional realizada com Estados Unidos e Reino Unido e dirigida ao arsenal químico clandestino do regime sírio".

"A França e seus aliados retomarão, a partir de hoje, seus esforços nas Nações Unidas visando a instalação de um mecanismo internacional de estabelecimento de responsabilidades e prevenção de impunidade" envolvendo o regime sírio.

"Desde maio de 2017, as prioridades da França na Síria são constantes: terminar a luta contra o Daáesh (grupo Estado Islâmico), permitir o acesso da ajuda humanitária às populações civis, promover uma dinâmica coletiva para se obter uma solução política do conflito, levar a paz à Síria e velar pela estabilidade na região".

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, manifestou seu apoio aos bombardeios avaliando que "isto vai reduzir a capacidade do regime de voltar a atacar o povo da Síria com armas químicas".

Mais cedo, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, anunciou que os Estados Unidos tinham provas de que Assad havia de fato lançado o ataque com armas químicas na região de Duma.

"Não direi quando tivemos a prova. O ataque ocorreu no sábado e sabemos que foi um ataque químico", disse Nauert à imprensa, em Washington, acrescentando que apenas alguns poucos países, como a Síria, tinham "esse tipo de armas".

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que a Rússia também era responsável pelo ocorrido porque "fracassou em impedir que ocorresse um ataque com armas químicas".

* AFP

 

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