EUA isentam Brasil, UE e outros países da tarifação sobre aço e alumínio - Mundo - A Notícia

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Washington22/03/2018 | 20h26

EUA isentam Brasil, UE e outros países da tarifação sobre aço e alumínio

AFP
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Os Estados Unidos decidiram isentar, por ora, vários países - entre eles Brasil, México, Argentina e os integrantes da União Europeia (UE) - das pesadas tarifas sobre o aço e o alumínio, informou nesta quinta-feira (22) o representante comercial americano, Robert Lighthizer.

Ao falar ante o Congresso, Lighthizer afirmou que as isenções serão aplicadas "aos parceiros do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, com México e Canadá). Também visarão à União Europeia. Temos ainda Austrália, Argentina e Brasil e, evidentemente, a Coreia do Sul".

O governo do presidente Donald Trump impôs, em 8 de março, tarifas de 25% sobre as importações americanas de aço e de 10% sobre as de alumínio, despertando temores de uma guerra comercial generalizada.

O Canadá é o segundo maior provedor de aço ao mercado americano, seguido pelo Brasil.

- À espera de confirmação -

Agora, a UE espera a confirmação do presidente americano da decisão anunciada.

"Se a hipótese de uma isenção para a UE está aberta, a questão agora é saber se está sujeita a condições', indicou o mandatário belga Charles Michel. "Estamos à espera de uma declaração" de Trump, acrescentou.

Na segunda-feira, o governo americano tinha anunciado detalhes de um processo para países interessados em obter uma isenção dessas tarifas.

A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, chegou a visitar Washington para negociar que a UE ficasse a salvo das controversas taxas.Quando a Casa Branca anunciou sua intenção de impor essas tarifas, a UE reagiu informando que tinha preparado um plano de medidas de represália contra produtos americanos.

O plano foi criado para penalizar produtos provenientes de regiões dos Estados Unidos onde está a base do apoio eleitoral de Trump.

- México 'não mudará' -

O Brasil foi, no ano passado, o segundo maior exportador de aço (9,1%), e o México, o quinto (7,1%), enquanto a Argentina ficou à frente da Alemanha no alumínio, com 3,2%. O Canadá liderou as exportações ao seu vizinho nos dois produtos, com 15,6% e 40%, respectivamente.

Ao assinar a Resolução Presidencial que impôs as tarifas, Trump tinha adiantado que México e Canadá ficariam isentos "por ora".

México, Canadá e Estados Unidos já fizeram sete rodadas para renegociar os termos do Nafta, mas até agora nenhum dos países relatou avanços significativos.

Apesar de os Estados Unidos terem condicionado a eventual tarifação final a México e Canadá ao resultado do Nafta, o subsecretário de Comércio Exterior, Juan Carlos Baker, descartou nesta quinta-feira, ante do anúncio de Lighthizer, qualquer vínculo entre eles.

"Não existe nenhum vínculo entre a exclusão do México (...) e as negociações do Nafta. Não vamos mudar nossa estratégia, não vamos mudar nossa posição", afirmou Baker, em Bruxelas.

* AFP

 

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