Duque e Petro serão os candidatos presidenciais da direita e da esquerda na Colômbia - Mundo - A Notícia

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Bogota12/03/2018 | 06h04

Duque e Petro serão os candidatos presidenciais da direita e da esquerda na Colômbia

AFP
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O senador Iván Duque e o ex-guerrilheiro Gustavo Petro serão os candidatos da direita e da esquerda, respectivamente, para as presidenciais de maio na Colômbia, após vencerem as primárias neste domingo.

Duque, aspirante pelo Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente e senador Álvaro Uribe, será o candidato da direita, que se opõe ao pacto de paz com as Farc, após obter 4.024.760 dos votos (67,72%), com 99,16% das urnas apuradas.

"Não queremos que em nosso país cheguem as tentações do autoritarismo populista que arruinou a Venezuela", afirmou o congressista.

A ex-ministra conservadora Marta Lucía Ramírez ficou em segundo lugar, com 1.534.349 dos votos (25,81%), seguida pelo ex-procurador Alejandro Ordóñez, com 383.730 (6,45%).

As primárias foram realizadas no âmbito das legislativas, que terminaram com vitória da direita, mas sem conseguir formar a maioria.

O ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro liderará a coalizão de esquerda, após obter 2.841.603 dos votos (84,68%), contra 513.968 (15,31%) do ex-mandatário da cidade caribenha de Santa Marta Carlos Caicedo, com 99,25% das urnas apuradas.

"Acreditamos que podemos ganhar a presidência da República dos partidos atrasados do país", afirmou Petro, que defendeu uma coalizão de centro e centro-esquerda.

Duque e Petro lideram as pesquisas de intenção de voto para as presidenciais de maio, nas que será eleito o sucessor de Juan Manuel Santos.

O ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo, que lidera uma coalizão de centro e centro-esquerda, aparece no terceiro lugar nas pesquisas.

Duque, um advogado de 41 anos, é o afilhado político do ex-presidente Uribe, um dos homens mais populares do país, e uma de suas principais bandeiras é a oposição ao acordo de paz que no ano passado desarmou e transformou em partido as poderosas Farc.

Embora dificilmente teria condições de mudar de modo substancial o acordo de paz, a eventual vitória de Uribe e seus potenciais aliados gera incerteza nos rebeldes pelos projetos pendentes de implementação.

Entre eles, o sistema de justiça definido com a ex-guerrilha para atender centenas de milhares vítimas de meio século de conflito armado, assim como reformas rurais e políticas.

Petro, economista de 57 anos, é o representante da Colômbia Humana e do Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS). Ele foi guerrilheiro do Movimento 19 de abril (M-19).

Embora seja conhecido pelas contundentes denúncias que fez como senador dos vínculos entre paramilitares de ultradireita com políticos, sua imagem gera rejeição em amplos setores devido a suas ligações com o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez.

Petro é o primeiro candidato de esquerda com possibilidades reais de poder, mas se ganhar enfrentará, segundo os resultados preliminares, uma forte bancada da direita dura no Congresso.

Os colombianos, que neste domingo votaram nas legislativas, elegerão seu próximo presidente em 27 de maio. Caso nenhum aspirante obtenha mais de 50% dos votos, haverá um segundo turno em junho.

* AFP

 

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