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Hong Kong12/03/2018 | 06h14

Derrota do lado pró-democracia nas legislativas parciais de Hong Kong

AFP
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O campo pró-democracia não conseguiu recuperar todas as cadeiras nas eleições legislativas parciais de domingo em Hong Kong, quando o movimento favorável a Pequim consolidou sua maioria.

A votação foi convocada depois que alguns deputados foram destituídos pela justiça por um protesto durante a cerimônia de juramento do cargo, no início de seu mandato, em 2016.

A China endureceu consideravelmente o tom contra qualquer forma de contestação de sua soberania sobre a ex-colônia britânica e proibiu as candidaturas de alguns moderados, que defendiam a autodeterminação da cidade.

Em 2016, Pequim obteve a cassação de seis deputados que modificaram a frase do juramento. Alguns eram veteranos da luta por democracia em Hong Kong e outros eram membros de um novo movimento radical que pede a independência.

No domingo foram eleitos deputados para quatro das seis cadeiras vazias no Parlamento.

De acordo com a apuração, o campo pró-democracia só conseguiu manter dois de seus quatro representantes.

A partir de agora contará com 26 cadeiras no Conselho Legislativo (Legco), órgão em que apenas metade dos integrantes são escolhidos por sufrágio universal. A outra metade é definida por grupos de interesse ligados a Pequim.

Os democratas reforçaram sua capacidade para bloquear algumas leis importantes que exigem maioria de dois terços para sua aprovação, mas agora perderam um importante poder de veto em outras leis.

Em 2014, com a "Revolução dos Guarda-Chuvas", Hong Kong viveu sua maior crise política desde a devolução a China em 1997, após 155 anos de presença britânica.

As legislativas parciais de domingo coincidiram com a decisão do Parlamento chinês de abolir o limite de mandatos presidenciais, o que abre o caminho para Xi Jinping impor sua visão a longo prazo de uma superpotência cada vez mais submetida ao Partido Comunista.

Entre as cadeiras em disputa no domingo estava a de Nathan Law, um dos principais nomes dos protestos de 2014, ao lado de Joshua Wong e Agnes Chow.

Chow, de 21 anos, cogitou disputar a eleição para a cadeira antes ocupada por Law, mas o Executivo de Hong Kong vetou sua candidatura em janeiro alegando que a jovem defende a autodeterminação de Hong Kong. O candidato procedente de seu movimento, Au Nok-hin, foi eleito no domingo.

* AFP

 

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