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Valparaíso11/03/2018 | 20h34

Conservador Sebastián Piñera assume pela segunda vez presidência do Chile

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O conservador Sebastián Piñera iniciou neste domingo seu segundo mandato no Chile, que vai até 2022, com a promessa de acelerar a economia e o objetivo de administrar o legado de reformas da socialista Michelle Bachelet.

Diferentemente do seu primeiro mandato, no qual teve que lidar com as consequências do potente terremoto de 8,8 que sacudiu o centro-sul do país em 27 de fevereiro de 2010, Piñera visitou um lar de acolhida de menores em risco, a Fundação Padre Semería, em um bairro pobre de Santiago, para dar início a sua presidência e anunciar as primeiras medidas destinadas aos menores vulneráveis.

Diante da morte de 1.313 menores em centros do Serviço Nacional de Menores (Sename) na última década e a constatação de que cerca da metade dos jovens que passam pelos centros de acolhida apoiados pelo Estado engrossam as filas da delinquência, o presidente urgiu um acordo nacional pela infância e anunciou a criação do Ministério da Família.

Entre as medidas anunciadas, destaca-se a separação de menores em risco dos adolescentes infratores, aumentar as subvenções, melhorar a seleção do pessoal e agilizar a lei de adoções.

Mais cedo, o socialista Carlos Montes, presidente do Senado, tomou o juramento de Piñera e lhe entregou a faixa presidencial, cedida por uma emocionada Bachelet, que, pela segunda vez nos últimos oito anos, ajudou o novo presidente a arrumá-la.

Após o juramento dos membros do gabinete, Piñera, acompanhado da primeira-dama, Cecilia Morel, um apoio importante durante a campanha eleitoral, ofereceria uma recepção aos convidados, entre eles os chefes de Estado de Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Honduras, México, Peru e o rei emérito da Espanha, Juan Carlos I.

Mas foi Bachelet a estrela da multidão concentrada no palácio presidencial de La Moneda, em Santiago, e, depois, ao redor do Congresso: "O povo, unido, jamais será vencido", gritava a multidão, que agradecia à presidente.

Bachelet, última chefe de Estado em exercício da América Latina, empreendeu em seu segundo mandato um pacote ambicioso de reformas para desmantelar a herança da ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990), que Piñera terá que administrar a partir de agora.

"Sinto que agora tenho mais experiência, maturidade, mais senso da importância de unir os chilenos. Mais humildade para ouvir, com os olhos e ouvidos mais atentos", disse nesta semana o presidente eleito, 68 anos, que derrotou no segundo turno, em dezembro, com 54% dos votos, o candidato Alejandro Guillier.

O magnata, dono de uma fortuna avaliada em 2,7 bilhões de dólares pela revista "Forbes", prometeu converter o país em uma nação desenvolvida em oito anos.

Os mercados responderam com otimismo às propostas de Piñera de incentivar os investimentos, apostar com força na criação de empregos e reduzir gradualmente os impostos para as empresas.

Sem maioria no Parlamento, o presidente suavizou suas propostas de campanha e deu um giro para o centro para conquistar votos da esquerda moderada, principalmente da Democracia Cristã, e poder levar adiante seu programa de governo.

Com um crescimento médio de quase 2% nos últimos quatro anos, arrastado pela queda do preço do cobre - do qual o Chile é o maior produtor mundial -, Piñera prometeu acelerar o passo da economia, em recuperação.

Em janeiro, o Índice Mensal de Atividade Econômica cresceu 3,9%, seu melhor registro nesse mês em cinco anos, e analistas começam a considerar uma alta nas previsões de crescimento para este ano, a 3,5%.

Bachelet se despediu dos chilenos com uma mensagem no Facebook em que afirma estar "profundamente orgulhosa das transformações que impulsionamos nestes anos", e convencida de que o Chile é, hoje, "um país mais justo e livre".

Pa/lda/fp/lb/db

* AFP

 

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