Conservador Sebastián Piñera assume pela segunda vez presidência do Chile - Mundo - A Notícia

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Valparaíso11/03/2018 | 14h45

Conservador Sebastián Piñera assume pela segunda vez presidência do Chile

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O conservador Sebastián Piñera iniciou neste domingo seu segundo mandato no Chile, que vai até 2022, com a promessa de acelerar a economia e o objetivo de administrar o legado de reformas da socialista Michelle Bachelet.

O socialista Carlos Montes, presidente do Senado, tomou o juramento de Piñera e lhe entregou a faixa presidencial, cedida por uma emocionada Bachelet, que, pela segunda vez nos últimos oito anos, ajudou o novo presidente a arrumá-la.

Após o juramento dos membros do gabinete, Piñera, acompanhado da primeira-dama, Cecilia Morel, um apoio importante durante a campanha eleitoral, ofereceria uma recepção aos convidados, entre eles os chefes de Estado de Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Honduras, México, Peru e o rei emérito da Espanha, Juan Carlos I.

Mas foi Bachelet a estrela da multidão concentrada no palácio presidencial de La Moneda, em Santiago, e, depois, ao redor do Congresso: "O povo, unido, jamais será vencido", gritava a multidão, que agradecia à presidente.

Bachelet, última chefe de Estado em exercício da América Latina, empreendeu em seu segundo mandato um pacote ambicioso de reformas para desmantelar a herança da ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990), que Piñera terá que administrar a partir de agora.

Piñera fará no fim da tarde seu primeiro discurso, em que deverá revelar suas prioridades para os próximos quatro anos.

"Sinto que agora tenho mais experiência, maturidade, mais senso da importância de unir os chilenos. Mais humildade para ouvir, com os olhos e ouvidos mais atentos", disse nesta semana o presidente eleito, 68 anos, que derrotou no segundo turno, em dezembro, com 54% dos votos, o candidato Alejandro Guillier.

O magnata, dono de uma fortuna avaliada em 2,7 bilhões de dólares pela revista "Forbes", prometeu converter o país em uma nação desenvolvida em oito anos.

Os mercados responderam com otimisto às propostas de Piñera de incentivar os investimentos, apostar com força na criação de empregos e reduzir gradualmente os impostos para as empresas.

Sem maioria no Parlamento, o presidente suavizou suas propostas de campanha e deu um giro para o centro para conquistar votos da esquerda moderada, principalmente da Democracia Cristã, e poder levar adiante seu programa de governo.

Com um crescimento médio de quase 2% nos últimos quatro anos, arrastado pela queda do preço do cobre - do qual o Chile é o maior produtor mundial -, Piñera prometeu acelerar o passo da economia, em recuperação.

Em janeiro, o Índice Mensal de Atividade Econômica cresceu 3,9%, seu melhor registro nesse mês em cinco anos, e analistas começam a considerar uma alta nas previsões de crescimento para este ano, a 3,5%.

Bachelet se despediu dos chilenos com uma mensagem no Facebook em que afirma estar "profundamente orgulhosa das transformações que impulsionamos nestes anos", e convencida de que o Chile é, hoje, "um país mais justo e livre".

Pa/lda/fp/lb

* AFP

 

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