Atirador de Parkland é acusado formalmente um mês após massacre - Mundo - A Notícia

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Fort Lauderdale14/03/2018 | 22h43

Atirador de Parkland é acusado formalmente um mês após massacre

AFP
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O autor confesso do massacre de Parkland, na Flórida (sudeste dos EUA), foi acusado formalmente nesta quarta-feira (14) em um tribunal do condado de Broward (ao qual pertence a localidade) de 17 acusações de homicídio premeditado e 17 de tentativa de homicídio.

As acusações se referem aos 17 mortos e 17 feridos no ataque a tiros que Nikolas Cruz, de 19 anos, executou com um fuzil semiautomático em 14 de fevereiro.

Cruz, ex-aluno do colégio, não respondeu à leitura das 34 acusações.

O jovem, que se apresentou ao tribunal de Fort Lauderdale (ao norte de Miami), cercado de uns vinte policiais e algemado nas mãos e nos pés, não deu uma palavra sequer e olhou para o chão durante a curta audiência.

Após ter confessado ter sido o autor do massacre na escola Marjory Stoneman Douglas, os advogados de Cruz disseram que seu cliente não responderia às acusações.

Por este motivo, a juíza Elizabeth Scherer apresentou uma declaração de inocência em seu nome, seguindo um rito do sistema judicial da Flórida, segundo o qual o acusado deve se declarar culpado ou inocente na leitura das acusações.

Um funcionário próximo ao caso explicou que esta declaração está vinculada ao fato de a Promotoria ter informado na terça-feira que pedirá a pena de morte para Cruz.

Seus advogados tentarão provar que o acusado sofre de severos transtornos mentais e teve uma infância difícil, após perder os pais biológicos e os pais adotivos depois.

A defesa de Cruz pedirá à corte que, no lugar da pena capital, o condene a penas consecutivas de prisão perpétua.

Alguns familiares das vítimas compareceram à corte, entre eles o pai de Anthony Borges, Royer Borges, que está processando o condado de Broward, a delegacia e a superintendência escolar por não ter conseguido proteger os estudantes. Anthony, de 15 anos, levou cinco tiros, mas se recupera em um hospital.

"A recuperação do meu filho vai bem, com muita dor porque levou cinco tiros", disse Borges a jornalistas após a audiência, acrescentando que compareceu ao tribunal porque quer que "a comunidade entenda que há uma falha grande que está permitindo que isto ocorra".

A juíza Scherer marcou uma audiência para 11 de abril para avaliar a situação financeira de Cruz e determinar se pode ou não pagar a própria defesa. O julgamento por homicídio pode começar em maio.

Nesta quarta-feira, quando o massacre completa um mês, estudantes de todo o país saíram das escolas para exigir à classe política que restrinja o acesso às armas.

* AFP

 

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