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Caracas10/02/2018 | 16h09

Venezuela condena senador americano que disse que mundo apoiaria golpe a Maduro

AFP
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O governo da Venezuela condenou o apoio do senador americano Marco Rubio a um possível golpe de Estado contra Nicolás Maduro, destacando que a Força Armada está comprometida com a realização de eleições presidenciais em 22 de abril.

"Tentam criar na Venezuela um (Augusto) Pinochet, um (Alfredo) Stroessner, ou um ditador da Operação Condor, mas esses são outros tempos", disse o chanceler Jorge Arreaza, referindo-se à ação articulada por governos militares na América do Sul contra a esquerda entre as décadas de 1970 e 1980.

Na sexta-feira, Rubiu tuitou que "o mundo apoiaria as Forças Armadas na Venezuela se elas decidirem proteger o povo e restabelecer a democracia removendo" Maduro, a quem qualifica de "ditador".

Arreaza, de viagem pelo Caribe, disse à emissora Telesur que a Força Armada venezuelana está "comprometida com a Constituição" e "se algo for feito (...) será mobilizar para garantir que levem à frente as eleições presidenciais", que tradicionalmente são realizadas em dezembro e foram adiantadas pela governista Assembleia Constituinte que rege no país.

Maduro, no poder desde 2013, tentará se reeleger por mais seis anos. Seu mandato termina em janeiro de 2019.

Rubio, congressista de origem cubana do Partido Republicano, também publicou várias frases atribuídas a Simón Bolívar, como: "Quando a tirania se torna lei, a rebelião é um direito".

"O telefone desse senhor, ou o computador, do qual tuíta deve ter explodido em pedaços, porque ele não têm nenhuma moral (...) para mencionar" Bolívar, ironizou Arreaza.

Durante sua viagem, o ministro venezuelano das Relações Exteriores visitou Haiti, Cuba, Belize, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, e Trindade e Tobago.

Coincidiu com a viagem feita pela América Latina pelo chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, há poucos dias em busca de soluções regionais para a crise na Venezuela, que poderiam incluir sanções petroleiras.

Já Tillerson havia feito uma referência a um golpe militar, que foi condenada "categoricamente" por Caracas.

A oposição - que acusa o poder eleitoral de servir ao governo - não decidiu se vai participar das presidenciais, depois do fracasso de uma negociação empreendida na República Dominicana com delegados de Maduro na qual esperavam acordar "garantias eleitorais".

* AFP

 

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