Ramaphosa, o empresário milionário que chega enfim ao poder - Mundo - A Notícia

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Joanesburgo15/02/2018 | 12h59

Ramaphosa, o empresário milionário que chega enfim ao poder

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Foi sindicalista, possível sucessor de Nelson Mandela e, em seguida, um empresário de sucesso. Aos 65 anos, Cyril Ramaphosa alcançou a ambição de sua vida: presidir a África do Sul.

Menos de dois meses depois de ter chegado à presidência do Congresso Nacional Africano (CNA), o partido no poder, Ramaphosa foi eleito chefe de Estado oficialmente pelo Parlamento, nesta quinta (15), após a saída de Jacob Zuma, forçado a renunciar na quarta-feira.

Sua ascensão ao poder é uma consagração para este nativo de Soweto, um militante desde o princípio na luta contra o Apartheid. E também significa uma grande vingança.

Já em 1999, Cyril Ramaphosa acreditava que estava prestes a cumprir sua ambição. Considerado o "filho favorito" do ícone Mandela, ele se apresentou à presidência do CNA. Foi deixado de lado pelos caciques do partido, que optaram por Thabo Mbeki.

Ele se dedicou, então, aos negócios. Depois de ter acumulado uma fortuna de 378 milhões de euros, de acordo com a classificação de 2015 da revista "Forbes", Ramaphosa voltou à arena política quando foi eleito vice-presidente do CNA em 2012.

Em seguida, em dezembro passado, chegou à Presidência do partido, prometendo virar a página de escândalos e de corrupção que marcaram o reinado de Jacob Zuma.

"Uma postura confortável", segundo seus adversários, que recordam que Ramaphosa demorou muito para descobrir as corrupções de seu "chefe".

"Desde que se tornou o número 2 de Jacob Zuma, Cyril Ramaphosa permaneceu, na melhor das hipóteses, em silêncio e, no pior dos casos, foi cúmplice", afirma o líder da oposição Mmusi Maimane.

- Sindicalismo -

Nascido em 17 de novembro de 1952 em Soweto, Cyril Ramaphosa foi militante estudantil na década de 1970.

Foi preso em 1974 e passou 11 meses na cadeia.

Após se formar em Direito, dedicou-se ao sindicalismo - forma jurídica de protesto contra o regime do Apartheid - e, em 1982, fundou a União Nacional de Mineradores (NUM).

Sob suas ordens, o NUM se tornou uma máquina de guerra que reuniu 300 mil membros. Seu envolvimento na grande greve do setor em 1987, que agitou o regime do Apartheid, concentrou a atenção dos líderes do CNA.

E, quando Nelson Mandela foi libertado da prisão em 1990, ele transformou o jovem sindicalista em um daqueles que iriam negociar a transição política com o "poder branco".

À época, era considerado "um dos mais talentosos da nova geração", como o próprio Mandela escreveu em suas memórias.

Após as primeiras eleições democráticas na história do país, em 1994, ele se tornou presidente da Assembleia Constituinte.

Negociador habilidoso, foi ele que dirigiu a redação da Constituição sul-africana.

Quase um quarto de século depois, Cyril Ramaphosa chega ao poder. Nesta longa jornada, também contribuíram sua imagem moderada e o passado de herói na luta contra o Apartheid.

bur-pa/bed/LPT/me/acc/mr/tt

* AFP

 

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