Preguiças gigantes e adoratórios descobertos em caverna inundada do México - Mundo - A Notícia

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México19/02/2018 | 20h14

Preguiças gigantes e adoratórios descobertos em caverna inundada do México

AFP
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Ossadas de preguiças gigantes e um espaço dedicado ao deus maia do comércio fazem parte dos restos encontrados por arqueólogos na maior caverna inundada do mundo, descoberta recentemente no México, informaram os pesquisadores nesta segunda-feira (19).

A descoberta no estado sulista de Quintana Roo foi resultado da pesquisa do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) "Em busca das fontes de água ancestrais", que determinou que os dois sistemas de cavernas chamados Sac Actun e Dos Ojos agora estão unidos.

Em Sac Actun foram encontrados "mais de 200 cenotes" com restos de "ossos da fauna extinta do Pleistoceno (que começou há mais de 2,5 milhões de anos), como gonfotérios (elefantes antigos), preguiças gigantes e ursos", revelaram arqueólogos do INAH.

No total, "a maior caverna inundada do mundo" tem uma extensão de 347 quilômetros e os restos arqueológicos têm em sua maioria "um grau de conservação assombroso", com uma "extensa temporalidade de mais de 10 mil anos", destacou o INAH.

Além disso, os acessos a Sac Actun mostram "um interessante padrão de modificações arquitetônicas, tais como muros, corredores, altares, adoratórios e escadarias".

E debaixo d'água também foram encontradas diversas manifestações de atividade ritualística. A antiga civilização maia percebia as cavernas, "e especialmente as que davam acesso à água, como os lugares mais sagrados, como parte de sua cosmovisão".

Os arqueólogos também encontraram vestígios de um "surpreendente" local no qual teriam adorado o deus maia do cacau, da guerra e o benfeitor dos mercadores, com tudo e sua escadaria de acesso através de um cenote, entre outros "adoratórios".

Ossos humanos queimados, assim como diversas formas de cerâmicas e gravações nas paredes descobertas na caverna mantêm o interesse dos arqueólogos, que continuarão motivando mais pesquisas na área, concluiu o INAH.

* AFP

 

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