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Macerata10/02/2018 | 14h49

Milhares de pessoas manifestam contra fascismo na Itália

AFP
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Milhares de pessoas marcharam neste sábado (10) em Macerata contra o fascismo, uma semana depois de um tiroteio por ódio racial que deixou seis feridos nesta pequena cidade do centro da Itália, onde foi solicitado o fechamento dos comércios por medo de distúrbios.

Em alguns casos os manifestantes chegaram de longe para participar de uma marcha em calma, convocada por grupos antifascistas, ONGs, sindicatos e alguns partidos políticos de esquerda.

Vários participantes balançaram as bandeiras de seus movimentos, cantaram "Bella ciao" e outros clássicos do antifascismo. Outras pessoas somaram à marcha suas bandeiras italianas.

"O ambiente na Itália está pesado neste momento e nos últimos anos permitimos que a direita se desenvolvesse. Sempre me manifestei, mas agora é mais necessário do que nunca", declarou à AFP Mafalda Quartu, uma aposentada que viajou de Florença.

"Se há desempregados é culpa do governo, não dos migrantes", gritavam os manifestantes.

As autoridades desta localidade fecharam as escolas, suspenderam os serviços de ônibus, cancelaram a missa de sábado à tarde e pediram que fechassem os estabelecimentos comerciais por esta concentração.

O prefeito de Macerata, Romano Carancini (centro esquerda), havia pedido o cancelamento de todas as manifestações para que deixassem a cidade respirar um pouco, mas na sexta-feira a Prefeitura decidiu autorizar a manifestação deste sábado fora do centro histórico.

Na quinta-feira à noite foram registrados distúrbios por enfrentamentos entre a Polícia local e várias dezenas militantes do pequeno grupo de extrema direita Forza Nuova, que protesta contra a imigração.

Seis pessoas de origem africana ficaram feridas no sábado passado pelos disparos de um jovem com ligações ultradireitistas.

O homem, que disparou de seu carro, foi preso sem resistência nesta cidade de 43 mil habitantes.

Os seis feridos são oriundos de Mali, Gana e Nigéria, segundo a agência de notícias Agi.

O suspeito foi identificado pela imprensa como Luca Traini, de 28 anos.

Foi um ato de "evidente ódio racial", considerou o ministro italiano do Interior, Marco Minniti.

* AFP

 

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