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Moscou19/02/2018 | 09h59

Kremlin diz que não há provas de interferência russa nas eleições americanas

AFP
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Não há provas significativas de que o governo russo tentou influenciar as eleições presidenciais americanas, afirmou nesta segunda-feira o Kremlin, depois que 13 russos foram acusados nos Estados Unidos por tentativa de favorecer a campanha de Donald Trump.

A acusação da Justiça americana dos cidadãos russos, incluindo uma pessoa próxima ao presidente Vladimir Putin, e três empresas, deu uma nova dimensão à investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller.

Mas para Moscou, que refuta reiteradamente ter trabalhado para promover a eleição do republicano, os indiciados são meras personalidades que não têm relação com o Estado russo.

"Seguimos sem ver provas significativas de que alguém teria se envolvido nas eleições americanas", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov

Todos os indiciado são acusados de conspiração para enganar os Estados Unidos, três deles também são acusados de fraude bancária e cinco outros de roubo agravado de identidade.

Entre esses russos figura Evgeny Prigojin, pessoa próxima a Putin. De acordo com a acusação, ele supostamente financiou esse grupo com o objetivo de "semear a discórdia no sistema político americano".

O documento de acusação, no entanto, não menciona conivência entre a equipe de campanha de Trump e o governo russo, com uma referência apenas a "cidadãos russos".

"Não há nenhum indício de que o governo russo estaria envolvido", completou Peskov.

"Por isto insistimos que consideramos estas provas infundadas, não as consideramos em nada exaustivas ou legítimas e não podemos concordar com elas", disse.

"A Rússia não se envolveu ou não costuma envolver-se nos assuntos de outros países. E não faz isto atualmente", concluiu Peskov.

- 'Morrendo de rir' -

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, já havia denunciado no sábado em Munique as acusações americanas como "falatório".

"Temos acusações, mas as provas não foram apresentadas", denunciou nesta segunda-feira.

Evgueni Prigojine, o principal alvo das acusações, afirmou que se os americanos "querem ver (em mim) um diabo, deixem que o façam".

Seu nome foi citado pela imprensa russa relacionado à "fábrica de trolls" de São Petersburgo, uma companhia que estaria ligada à inteligência russa e que alimentaria milhares de contas falsas nas redes sociais para tentar influenciar a opinião pública na Rússia e no exterior segundo os objetivos do Kremlin.

Donal Trump declarou no domingo que a Rússia havia alcançado seus "sonhos mais loucos", se sua intenção era semear a discórdia nos Estados Unidos, mas se absteve de desafiar diretamente Moscou por sua intromissão nas eleições.

Em uma série de tuítes, Trump culpou seu predecessor, Barack Obama, por não deter a Rússia e acusou o FBI de passar "tempo demais tentando provar o conluio" com sua equipe de campanha.

"Estão morrendo de rir em Moscou. Seja inteligente, América!", acrescentou.

As acusações contra a Rússia são particularmente sensíveis neste ano eleitoral nos Estados Unidos, com as eleições parlamentares cruciais de novembro em perspectiva.

O chefe de inteligência americano, Dan Coats, assegurou que a Rússia repetiria as receita de 2016 para tentar influenciar a votação.

Mas Donald Trump tem sido cuidadoso em denunciar abertamente a alegada interferência de Moscou, insistindo na inocência de sua equipe de campanha e empurrando o caso de conluio para os democratas e seu antecessor, Barack Obama.

Os principais serviços de inteligência - incluindo CIA e NSA - e o FBI já denunciaram a interferência russa na eleição presidencial de 2016 através de campanhas nas redes sociais e roubo de informações do partido Democrata americano.

* AFP

 

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