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Moscou12/02/2018 | 16h09

Dois russos mortos no leste da Síria

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Dois russos morreram no dia 7 de fevereiro na região síria de Deir Ezzor (leste), que foi alvo nesse dia de ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, anunciaram nesta segunda-feira um grupo paramilitar russo e uma organização nacionalista.

Vladimir Loguinov "morreu em uma batalha desigual na região de Deir Ezzor", declarou em um comunicado a União Cossaque do Báltico, com sede em Kaliningrado, um enclave russo encravado entre a Polônia e os países bálticos.

Originário de Kaliningrado, este homem de 52 anos "defendia heroicamente a nossa pátria nestes confins contra loucos selvagens", quando foi morto em 7 de fevereiro, de acordo com o comunicado.

À frente da União Cossaque do Báltico, Maxime Bouga disse à AFP, por telefone, que não conhecia as circunstâncias da morte deste engenheiro militar que trabalhava como "voluntário" desde o outono de 2017 na Síria.

Loguinov foi "certamente pago" por este trabalho, acrescentou Bouga, sem especificar por quem.

Um segundo russo, Kirill Ananiev, também foi morto em 7 de fevereiro, "em uma batalha nas margens do Eufrates", de acordo com a organização nacionalista Drougaya Rossya ("Outra Rússia"), que emitiu uma declaração acompanhada por uma foto na rede social russa Vkontakte.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos bombardeou Deir Ezzor em 7 de fevereiro, matando pelo menos 100 combatentes das forças leais ao regime de Bashar Al-Assad em resposta a um ataque à sede de uma coalizão árabe-curda apoiada por Washington.

Após esse ataque, o ministério da Defesa russo garantiu que não havia "militares russos em Deir Ezzor".

A imprensa russa, no entanto, salienta que muitos russos estão combatendo na Síria como mercenários, incluindo para uma empresa militar privada chamada "Grupo Wagner".

Nesta segunda-feira, em um comunicado publicado no Facebook, o presidente do Partido Liberal, Grigory Yavlinsky, pediu a Vladimir Putin que "esclareça a situação", chamando a falta de negação oficial sobre a possível morte e presença de paramilitares russos na Síria como "inaceitável".

Pelo menos três outros russos morreram em Deir Ezzor no dia 7 de fevereiro, em ataques da coalizão antijihadista, segundo a Conflict Intelligence Team (CIT), um grupo de analistas que acompanha o envolvimento da Rússia na Síria nas redes sociais.

A Rússia interveio militarmente na Síria em setembro de 2015 em apoio ao Exército de Assad. Em dezembro, Vladimir Putin ordenou a retirada parcial de suas tropas da Síria.

* AFP

 
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