Curdos não veem problema em intervenção de Damasco em Afrin - Mundo - A Notícia

Versão mobile

Beirute12/02/2018 | 17h04

Curdos não veem problema em intervenção de Damasco em Afrin

AFP
AFP

As forças curdas da Síria não veem "nenhum problema" em uma intervenção militar do regime sírio na região de Afrin para repelir a ofensiva turca em curso, declarou nesta segunda-feira o comandante das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), Sipan Hamo.

Lançada em 20 de janeiro, a operação "Ramo de Oliveira", conduzida pela Turquia com o apoio de rebeldes sírios, visa expulsar as YPG, grupo considerado "terrorista" por Ancara, do enclave fronteiriço de Afrin, no noroeste da Síria.

"Não temos nenhum problema com a entrada do exército sírio para defender Afrin e sua fronteira contra a ocupação turca", disse Hamo em entrevista coletiva, em resposta a uma pergunta da AFP.

Em 25 de janeiro, a administração semi-autônoma curda já havia pedido ao regime de Damasco uma intervenção com a implantação de forças na fronteira entre Afrin e a Turquia.

O governo sírio, que denuncia uma agressão turca, nunca reagiu a este apelo, uma vez que a comunidade curda rejeita as condições de Damasco, neste caso uma reimplantação do exército sírio na região e o retorno das instituições do regime.

"O regime ainda afirma que Afrin faz parte da Síria (...) então deveria assumir seu dever", disse Hamo em uma conferência via Skype com um grupo de jornalistas.

O oficial militar assegurou, em paralelo, que as áreas controladas pelas YPG eram consideradas pelas forças curdas como parte da Síria.

"Por enquanto, não vimos medidas concretas do Estado (sírio) em relação à agressão turca (...)", acrescentou, referindo-se a uma "coordenação limitada" com as autoridades sírias para a entrega de ajuda humanitária em Afrin.

Autoridades curdas indicaram à AFP que Moscou lhes ofereceu proteção contra a Turquia, caso deixassem seus territórios para o regime sírio, mas retirou o apoio aéreo quando recusaram.

Estimados em 15% da população, oprimidos por décadas sob o regime do clã Assad, os curdos aproveitaram a guerra desencadeada em 2011 para estabelecer uma autonomia de fato nos territórios que controlam, no norte e nordeste do país.

As forças curdas, apoiadas pela coalizão internacional liderada por Washington, estiveram na vanguarda da luta contra o Estado Islâmico (EI).

"Nós combatemos o terrorismo do Daesh em nome do mundo inteiro, então a Europa e os países ocidentais não têm o direito de desempenhar um papel de meros espectadores contra o Estado turco e seu comportamento bárbaro", considerou Hamo, usando o acrônimo em árabe para o EI.

* AFP

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaHomem é preso por tráfico de drogas e porte de dinheiro falso em Joinville https://t.co/jSxkNibAKP #LeianoANhá 2 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaJoinville recebe o Tubarão de olho nos 100% dentro da Arena https://t.co/G3WgtlIPOt #LeianoANhá 8 horas Retweet

Mais sobre

A Notícia
Busca