Congresso dos EUA discute destino de 1,8 milhão de imigrantes sem documentos - Mundo - A Notícia

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Washington12/02/2018 | 15h55Atualizada em 12/02/2018 | 15h55

Congresso dos EUA discute destino de 1,8 milhão de imigrantes sem documentos

AFP
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O Congresso dos Estados Unidos debate nesta segunda-feira a possibilidade de oferecer cidadania a 1,8 milhão de jovens imigrantes indocumentados, com a apresentação de um projeto de lei que, contudo, enfrenta resistência.

As propostas contra a reunificação familiar e de construir um muro na fronteira com o México, também inclusivo no projeto legislativo, são as que têm maior rejeição.

Um grupo de senadores da maioria republicana deve apresentar, nesta segunda, um texto vinculado ao plano lançado em janeiro pelo presidente Donald Trump para reformar o sistema migratório.

O projeto de lei oferece uma via de 10 a 12 anos para dar cidadania a 1,8 milhão de "dreamers", jovens imigrantes levados aos Estados Unidos clandestinamente quando eram crianças. O número de beneficiários é maior que o esperado pela oposição democrata.

Contudo, a normativa elimina o tradicional sorteio de "green cards" e corta drasticamente a "imigração em cadeia", ou reunificação familiar, que ficaria limitada ao cônjuge e aos filhos menores de idade.

Ainda está previsto o investimento de 25 bilhões de dólares para a segurança migratória, inclusive a construção de um muro na fronteira com o México, um pilar da campanha eleitoral de Trump.

"Esse é o único projeto que tem possibilidade de virar lei, porque é o único que realmente solucionará o problema subjacente", disse um dos autores, o senador republicano Tim Cotton.

"Esse projeto é generoso, humano e responsável. Agora devemos enviá-lo ao presidente", disse Cotton em nota.

Cerca de 690 mil "dreamers" registrados no programa Daca estão no limbo. Eles poderiam perder sua proteção contra a deportação no começo do próximo mês.

A data de expiração do programa, em 5 de março, não é definitiva, contudo, já que um juiz de San Francisco bloqueou temporariamente o fim da proteção do Daca - ordenado por Trump no fim do ano passado.

O projeto poderia enfrentar dura oposição em várias frentes.

Os democratas e alguns republicanos rejeitam a posição dura de Trump, especialmente nas restrições à reunificação familiar e na construção do muro.

Mas ao oferecer cidadania para o 1,8 milhão de pessoas - que soma os que inscritos no Daca e os candidatos - e adicionando-o a outras reformas, Trump criou um dilema para os democratas. Eles esperavam apenas uma solução para os 690 mil inscritos no programa.

Mesmo assim, o texto estaria longe de resolver o estado da imigração ilegal: cerca de 12 milhões de pessoas vivem clandestinamente nos Estados Unidos.

Trump culpou pelos ataques terroristas internos e por crimes violentos os beneficiários da loteria de "green cards" e a reunificação familiar. "Precisamos de um sistema migratório do século 21, com base no mérito", disse ele no Twitter na semana passada.

* AFP

 

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