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Caracas11/01/2018 | 20h15

Venezuela retoma diálogo de olho nas eleições presidenciais

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Delegados do governo e da oposição da Venezuela voltam a se encontrar nesta quinta-feira (11) na República Dominicana, em uma terceira rodada de negociações cujo ponto alto são as condições eleitorais para as eleições presidenciais previstas para este ano.

O encontro, de dois dias, acontece em meio a uma tensão crescente: o governo ameaça anular a participação nos comícios dos principais partidos da Mesa da Unidade Democrática (MUD) e um setor dessa coalizão opositora promete retomar os protestos caso o diálogo não funcione.

"Parece ser um ambiente que não vamos poder avançar nessa suposta negociação. Se fracassar, este partido estará na rua defendendo os direitos do povo", disse o deputado Juan Andrés Mejía.

O deputado de Vontade Popular, partido do líder opositor Leopoldo López -em prisão domiciliar-, assegurou que a negociação somente funcionará se o governo se comprometer com eleições presidenciais "justas".

"Não precisamos ir à República Dominicana se não quiserem, podem ir às ruas, nas ruas os esperamos", desafiou o ministro da Comunicação e principal delegado do governo no diálogo, Jorge Rodríguez.

A essas tensões se somou o assassinato, na quarta-feira, de um deputado da Assembleia Constituinte, o que Rodríguez atribuiu preliminarmente a um "crime por encomenda político" de "certo setor da política".

Neste clima eles se sentam à mesa a partir dessa quinta-feira, em pleno recrudescimento da crise do país petroleiro.

- Um processo complexo -

A Assembleia Constituinte convocou os maiores partidos da MUD -Vontade Popular, Primeiro Justiça e Ação Democrática- a se reinscrever no poder eleitoral para poder disputar as eleições presidenciais nos dias 27 e 28 de janeiro. Eles se negaram a concorrer nas eleições municipais de dezembro, denunciando um sistema eleitoral "fraudulento".

O deputado Luis Florido, enviado do Vontade Popular a Santo Domingo, assegurou que o reconhecimento dos partidos e a renovação Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado de servir ao governo, são pontos vitais para que o diálogo funcione.

O governo, por sua vez, exige que a oposição reconheça a Constituinte, e vários de seus funcionários garantiram que as eleições presidenciais serão realizadas com o mesmo poder eleitoral.

O chanceler dominicano, Miguel Vargas, está otimista. As partes "mostraram um grande compromisso com este diálogo. Esperamos que se chegue a um acordo definitivo", afirmou.

O papa Francisco advertiu na segunda-feira, no Vaticano, sobre a "crise política e humanitária cada vez mais dramática" do país petroleiro.

"A Santa Sé (...) deseja que se criem condições para que as eleições previstas durante o ano em curso consigam dar início à solução dos conflitos", disse Francisco. O Vaticano já foi mediador de um diálogo fracassado em Caracas em 2016.

* AFP

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