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Berlim12/01/2018 | 12h20

Veja os principais pontos do pré-acordo do governo na Alemanha

AFP
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Uma reforma da Eurozona e a limitação da imigração na Alemanha figuram entre os principais pontos do pré-acordo de governo concluído nesta sexta-feira entre os conservadores e os social-democratas alemães.

- Migração -

Em matéria de imigração, principal tema de discórdia entre os partidos em um país no qual a ultradireita entrou pela primeira vez no Parlamento desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o acordo parece favorável aos conservadores.

Os democrata-cristãos da CDU conseguiram, em efeito, limitar o número de solicitantes de asilo aceitos anualmente na Alemanha, que oscilará entre 180 mil e 200 mil.

Essa cifra inclui os refugiados que fogem da guerra e o reagrupamento familiar.

O reagrupamento familiar, atualmente suspenso, será reativado a pedido do SPD, mas a União Social Cristã (CSU), partido irmão da CDU na Baviera, conseguiu que não superasse a marca de mil por mês.

- Europa -

O acordo prevê reforçar e reformar com a França a zona do euro para que resista melhor às crises.

O SPD havia insistido muito nesse ponto, que os conservadores observam com certo receio.

Para Lüder Gerken, do Centro de Estudos de Política Europeia, a futura coalizão "envia uma mensagem importante na direção de seus sócios europeus, particularmente para o presidente francês" Emmanuel Macron.

"Muitas de suas ideias figuram no acordo", disse.

Entre elas está a criação de um Fundo Monetário Europeu a partir do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE) dedicado a auxiliar os países afetados pela crise da dívida.

Do ponto de vista de Berlim, sua principal tarefa seria supervisionar os déficits dos países da zona do euro.

O acordo propõe "examinar" outras propostas francesas, como a criação de um orçamento da zona do euro, de um ministro das Finanças da união monetária e de um Parlamento específico na zona do euro.

- Economia -

Aumentará o investimento público mediante um aumento da arrecadação fiscal estimada em 45 bilhões de euros, mas o orçamento permanecerá em equilíbrio.

No plano fiscal, o documento não menciona um aumento dos impostos aos mais ricos. O SPD pedia para aumentar até 45% a taxa de imposto máxima, contra os 42% atuais.

O imposto pago pelos alemães do oeste para apoiar os da ex-RDA será suprimido, como é exigido pelos conservadores.

O SPD fracassou em alcançar a criação de um "seguro de saúde cidadão" universal. O acordo prevê um aumento nas contribuições das empresas para as companhias de seguro públicas.

* AFP

 

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