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Santiago10/01/2018 | 15h20

Chile acerta últimos detalhes para chegada do papa Francisco

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A uma semana da chegada do papa Francisco, o Chile acertava esta semana os detalhes sobre as cerimônias e a roupa que o religioso utilizará em sua visita de três dias, que deve reunir mais de um milhão fiéis nas missas.

No começo da semana, a Comissão organizadora apresentou as batinas, estolas e mitras que os cerca de 1.500 bispos e sacerdotes que acompanharão o papa nas missas que serão realizadas nas cidades de Santiago, Temuco (sul) e Iquique (norte) usarão.

As túnicas, ou casulas, que serão usadas por Francisco nas três liturgias não foram exibidas à imprensa, já que guardam zelosamente até o dia que o pontífice irá vesti-las.

Simultaneamente, o governo reforçava a segurança na fronteira diante da esperada chegada em massa de fiéis. Nas ruas de Santiago se pode adquirir desde almofadas com a foto de Francisco até chaveiros com frases religiosas.

Para cada uma das missas, cinco designers chilenos confeccionaram durante quatro meses três tipos de batinas de algodão com a estampa da "cruz andina".

No centro da vestimenta foi incorporada uma faixa horizontal de cor marrom para a cerimônia em Iquique, verde para a liturgia em Santiago e vermelho para a de Temuco. Nesta faixa foram estampados símbolos representativos de cada uma das regiões com petróglifos do deserto do Atacama (norte), um cacho de uva que representa o centro do país e a cruz dos indígenas mapuche no sul.

"A vestimenta foi confeccionada com diferentes símbolos que representam as diversas culturas do Chile para dar sentido ao que o santo padre vem celebrar em um país com muitas diferenças, mas unido em Jesus Cristo", disse à AFP Héctor Gallardo, diretor de Liturgia da Comissão de Visita do Papa.

O papa utilizará ainda cálices de aço inoxidável onde serão depositadas mais de 600.000 hóstias que deverão ser distribuídas nas três liturgias, programadas para começar às 11H00 da manhã (12H00 de Brasília) durante os três dias.

- Missas em massa -

A missa em Santiago será celebrada na segunda-feira (15) no parque O'Higgins, ampla área verde no centro da capital chilena, que terão os portões abertos às 02H00 locais para a entrada dos fiéis. Para ajudar a população, a cidade irá abrir o metrô a essa hora.

Na terça-feira (16), Temuco (800 quilômetros ao sul de Santiago) receberá o papa Francisco, que presidirá uma missa marcada pelo conflito indígena pelas demandas dos mapuches de restituição de suas terras. O palco da cerimônia será montado em um campo próximo à cidade cujas portas serão abertas também às 02H00.

Em Iquique (1.800 quilômetros ao norte de Santiago), a missa será realizada na quarta-feira (17) na praia Lobito, localizada a 22 quilômetros da cidade, onde Francisco abordará o tema da migração, em uma região onde 10% da população é estrangeira.

As pessoas que irão às missas poderão entrar com cadeiras dobráveis, garrafas de água e comida.

A uma semana do evento, produtos relacionados com a visita, como bandeiras, gorros, camisetas, lenços e almofadas com o rosto do papa argentino, são vendidos em mercados de Santiago.

"É uma bênção o papa nos visitar e as pessoas querem ter uma recordação. Eu os faço, fabrico para que as pessoas os levem a um preço módico", declarou à AFP Fanny Reyes, uma vendedora do bairro Meiggs.

As autoridades chilenas esperam que cerca de 400.000 pessoas assistam a cada uma das missas e que milhares de turistas peregrinos venham de países como Argentina, Peru e Bolívia.

A demanda para reservar um quarto de hotel cresceu de forma notável nos últimos dias tomando mais de 80% da capacidade em Temuco e Iquique, enquanto as passagens aéreas para essas cidades vão acabando para as datas nas quais o papa estará.

Diante da grande chegada de visitantes, o governo chileno aumentará em 67% a equipe em nove passagens fronteiriças, enquanto a Polícia irá dispor de quase mil efetivos.

Grupos contrários à visita do papa anunciaram manifestações em protesto por casos de pedofilia que envolveram cerca de 20 sacerdotes nos últimos anos, e também pela postura da Igreja sobre o aborto terapêutico que foi descriminalizado no Chile em 2017.

* AFP

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