Legislador mais antigo dos EUA renuncia após denúncias de assédio sexual - Mundo - A Notícia

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Washington05/12/2017 | 19h26

Legislador mais antigo dos EUA renuncia após denúncias de assédio sexual

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O membro mais antigo do Congresso dos Estados Unidos, o legislador democrata John Conyers, anunciou nesta terça-feira (5) que se aposentava após ser acusado de assédio sexual por várias ex-funcionárias.

"Estou me aposentando hoje", disse Conyers, de 88 anos, à estação de rádio local de Detroit, distrito do estado de Michigan (norte) que representa desde 1965 na Câmara de Representantes, negando-se a usar o termo "demissão".

Conyers é o primeiro de quatro legisladores americanos atualmente acusados de assédio ou agressão sexual a abandonar o Congresso.

Falando de um hospital onde estaria se tratando de complicações relacionadas ao estresse, o mais antigo membro do Congresso garantiu que as denúncias "não são verdadeiras" e que não podia explicar sua origem.

A congressista Sheila Jackson Lee leu uma carta de Conyers a seus colegas, na qual explica que ele notificou o presidente da Câmara, Paul Ryan, e a líder democrata, Nancy Pelosi, que deixava seu assento vago.

"Fui ensinado por uma grande mulher, minha mãe, a honrar as mulheres", escreveu Conyers.

"Dadas as circunstâncias de que não posso ter garantido o meu direito a um processo justo e junto com minhas atuais condições de saúde, assim como para preservar meu legado e bom nome, estou me aposentando", continuou.

Arnold Reed, um advogado de Conyers, disse que a saída do legislador tinha efeito imediato.

Foi uma rápida e impressionante queda para um dos pioneiros dos direitos civis no país, que trabalhou com Martin Luther King Jr. e contratou em sua equipe legislativa um ícone dos direitos civis, Rosa Parks.

Uma das ex-funcionárias de Conyers, Marion Brown, rompeu na semana passada uma cláusula de confidencialidade que assinou em um acordo com o gabinete do legislador ao deixar seu cargo. "Foi assédio sexual, vulneração do meu corpo, me fazer propostas", disse à NBC.

Atingido pelas acusações e pelas possível implicações que teria para os esforços democratas de ganhar assentos nas eleições de meio período de 2018, a liderança do partido no Congresso pediu a renúncia de Conyers.

Além dele, os deputados democrata Ruben Kihuen e republicano Blake Farenthold são acusados de assédio, e o senador democrata Al Franken foi denunciado por gestos inapropriados como beijar uma mulher à força antes de ser eleito para o Senado.

Já o deputado republicano Joe Barton anunciou que não disputará um novo mandato depois que uma foto sua nu começou a circular na Internet.

O também republicano Roy Moore, que quer o cargo no Senado pelo Alabama nas eleições especiais de 12 de dezembro, foi acusado de assediar sexualmente adolescentes quando tinha 30 anos.

Por enquanto, os parlamentares já aprovaram um treinamento obrigatório para legisladores e funcionários do Congresso.

* AFP

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