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Washington05/12/2017 | 18h21

Empresários indicam otimismo econômico com avanço de reforma fiscal

AFP
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Empresários americanos estão cada vez mais otimistas com o crescimento da economia do país, sobretudo quando o Legislativo se prepara para fazer um grande corte da carga tributária, disse o Business Roundtable nesta terça-feira (5).

As projeções deste grupo de CEOs de empresas gigantes para vendas, gastos e contratações nos próximos seis meses apontam para o nível mais alto em quase seis anos.

O Índice de Cenário Econômico subiu a 96,8 pontos para o quatro trimestre, ante 94,5 entre julho e setembro, seu ápice desde 2012. Os planos de contratações tiverem leve queda, mas mantiveram-se altos.

Os empresários estimam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5% no ano, em linha com os últimos anos, mas abaixo da meta da Casa Branca, de 3%.

O presidente da Business Roundtable, o CEO do banco JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse que as expectativas elevadas dos líderes empresariais ficaram marcadas na agenda pró-crescimento de Washington.

"Para continuar esse impulso, é fundamental que adotemos a reforma fiscal pró-crescimento que vai nivelar o campo para os negócios americanos serem competitivos globalmente", disse Dimon em nota.

Após alguns atritos de última hora, os republicanos se aproximam da reta final na aprovação da primeira reforma tributária em três décadas - apesar de projeções oficiais de que pode ela acrescer 1 trilhão de dólares ao déficit orçamentário do país em 10 anos e da ampla crítica sobre o benefícios serem majoritariamente destinados aos mais ricos.

A Câmara e o Senado precisam alinhar suas diferentes versões da lei, que reduziria os impostos corporativos a 20%, em relação aos 35% atuais, enquanto cortam tributos de sociedades cujos lucros são diretamente direcionados aos donos.

Os defensores da reforma alegam que ela atualiza o regime fiscal americano e o aproxima do de outros países desenvolvidos - encorajando, portanto, multinacionais a repatriar seus lucros -, mas, na prática, as tarifas tributárias corporativas já são bem mais baixas que os 35%.

Análises do pacote de Senado indicam que ele produzirá benefícios de mínimos a modestos para a economia americana.

Economistas do banco de investimentos Goldman Sachs estimaram, nesta semana, que a legislação aprovada no Senado poderia impulsionar o crescimento em 0,3% em 2018 e 2019, mas teria efeito mínimo ou negativo a partir de 2020.

* AFP

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