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Bruxelas13/11/2017 | 22h12

UE adota sanções contra Venezuela para 'favorecer' diálogo

AFP
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Os chanceleres da União Europeia (UE) adotaram nesta segunda-feira (13) uma série de medidas, incluindo um embargo de armas e um marco jurídico sobre futuras sanções contra "responsáveis por graves violações dos direitos humanos", com o objetivo de "favorecer" o diálogo na Venezuela.

As sanções foram aprovadas poucos minutos depois do início da reunião de chanceleres em Bruxelas, indicou uma fonte europeia.

"O Conselho [da UE] decidiu, por unanimidade adotar medidas restritivas, ressaltando sua preocupação com a situação no país", indicou esta instituição europeia em um comunicado, minutos depois do início da reunião de chanceleres em Bruxelas.

As medidas contemplam um "embargo de armas e de material relacionado que poderia ser usado para a repressão interna, assim como um marco legal para a proibição de viajar e o congelamento de ativos" para responsáveis por violações dos direitos humanos no país, acrescentou esta fonte.

O governo de Nicolás Maduro reagiu horas depois acusando a UE de se submeter à vontade dos Estados Unidos e convocando a missão diplomática europeia para uma reunião na terça-feira em Caracas.

"As instituições europeias demonstram sua lamentável e vergonhosa subordinação às ordens do governo dos Estados Unidos", afirma um comunicado da chancelaria que "repudia energicamente" as medidas, que classificou de "ilegais" e "hostis".

Desde o início dos protestos da oposição, em abril, que deixaram pelo menos 125 mortos em quatro meses, vários dirigentes europeus, entre eles o presidente da Eurocâmara, Antonio Tajani, pediram à UE que adote sanções contra o governo Maduro.

A instalação da Assembleia Constituinte por parte do governo teria sido a gota d'água para a UE abrir caminho para o estudo de sanções.

"Tudo o que fazemos está orientado para incentivar a celebração do diálogo entre governo e oposição", alegou o espanhol Alfonso Dastis.

Em relação às sanções contra responsáveis por violações dos direitos humanos, a UE adotou nesta segunda-feira o marco legal, mas não incluiu nenhum nome até o momento nessa "lista negra". Uma fonte diplomática indicou que se trata de uma "advertência" a Caracas.

A UE se soma, assim, a Canadá e Estados Unidos na adoção de sanções, embora Washington tenha ido além. O governo americano proibiu seus cidadãos e empresas de negociarem títulos da dívida emitidos por Caracas e por sua estatal petroleira PDVSA, no momento em que o país se encontra à beira do default.

Na quarta-feira, devem ser retomadas as negociações entre delegados do governo e representantes da oposição na República Dominicana. O evento foi confirmado por Maduro, mas seus adversários mantém-no "em suspenso".

* AFP

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