Partido no poder do Zimbábue destituirá Mugabe se ele não renunciar até segunda - Mundo - A Notícia

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Harare19/11/2017 | 15h42

Partido no poder do Zimbábue destituirá Mugabe se ele não renunciar até segunda

AFP
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O partido no poder no Zimbábue, Zanu-PF, anunciou neste domingo que apresentará ao Parlamento o procedimento de impeachment do presidente Robert Mugabe se o chefe de Estado mais idoso do mundo em exercício, com 93 anos, não renunciar nesta segunda-feira.

"O camarada Robert Mugabe deve renunciar à presidência do Zimbábue e, se não fizer isso até segunda ao meio dia (...) o presidente do Parlamento iniciará o procedimento de destituição", declarou o porta-voz do Zanu-PF, Simon Khaye Moyo, depois de uma reunião de emergência do partido em Harare para discutir a profunda crise política do país.

Mugabe também foi destituído de seu cargo de presidente do Zanu-PF, e substituído pelo ex-vice-presidente Emmerson Manangagwa.

Manangagwa igualmente foi nomeado candidato às eleições presidenciais previstas para 2018.

"O camarada Emmerson Mnangagwa foi eleito presidente e primeiro-secretário do Zanu-PF e designado candidato do partido às eleições gerais de 2018", declarou Moyo.

Além disso, a primeira-dama do Zimbábue, Grace Mugabe, também foi expulsa do Zanu-PF.

"Grace está na lista de personalidades que vão ser excluídas do partido", informou o porta-voz do Zanu-PF.

"A esposa [de Mugabe] e outros se aproveitaram da delicada situação para usurpar o poder e saquear os recursos do Estado", afirmou, por sua vez, outro dirigente do partido, Obert Mpofu.

Paralelamente, o chefe do exército, Constantino Chiwenga se reuniu com Mugabe neste domingo no palácio presidencial, depois que os militares impuseram a prisão domiciliar ao presidente e o pressionam a renunciar.

Nas fotografias oficiais do encontro via-se um oficial saudando Mugabe, de pé atrás da mesa, e vários oficiais de alto escalão sentados no cômodo.

Não foram anunciados detalhes sobre a reunião.

Mugabe fará um discurso televisionado à nação neste domingo à noite, segundo um anúncio do grupo audiovisual público ZBC.

"O presidente RG [Robert Gabriel] Mugabe se dirigirá à nação ao vivo do palácio presidencial esta noite. Continuem conectados", informou a ZBC em um anúncio na parte inferior da tela.

- Sem aliados -

Pela manhã, os veteranos de guerra da independência do Zimbábue pediram igualmente a renúncia de Mugabe.

"Ele deveria renunciar. Se não fizer, isso, o exército deve terminar logo com ele", afirmou o chefe da poderosa associação de veteranos de guerra, Chris Mutsvangwa, horas antes da reunião de Mugabe com os militares.

Pouco antes, as também influente juventude do Zanu-PF pediu a expulsão de Mugabe e de sua esposa, Grace.

Este partido político foi até agora um aliado fiel de Mugabe, de 93 anos, mas desde que o exército tomou o controle do país, afirma que o presidente deveria se "aposentar para descansar como homem de Estado idoso que é".

Isso acontece um dia depois que milhares de manifestantes saíram às ruas de Harare para pedir que o presidente Robert Mugabe, cada vez mais abandonado por seus aliados, deixe o poder, em uma mobilização apoiada pelo exército.

Estas manifestações contra Mugabe, que começaram de forma pacífica na manhã de sábado, encerram uma semana de crise política sem precedentes no Zimbábue, onde as Forças Armadas tomaram o controle do país e colocaram em prisão domiciliar o chefe de Estado no poder desde 1980.

A intervenção do exército representa uma guinada no longo reinado de Mugabe, marcado pela repressão de qualquer oposição e uma grave crise econômica.

* AFP

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