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Montreal15/09/2017 | 21h59

UE, China e Canadá analisarão Acordo de Paris em 16 de setembro

AFP
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Os ministros de Meio Ambiente da União Europeia, China e Canadá se reunirão em 16 de setembro, em Montreal, para analisar a implementação do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, anunciou o governo canadense nesta sexta-feira.

O encontro reunirá "grandes potências mundiais e atores-chave na luta contra as mudanças climáticas para avançar na implementação do Acordo de Paris e demonstrar um compromisso contínuo em escala global", segundo um comunicado.

Europa, China e Canadá querem liderar a aplicação do pacto alcançado em dezembro de 2015, após a retirada dos Estados Unidos do acordo pelo presidente Donald Trump.

A reunião convocará "ministros e representantes de cerca de 30 países", entre eles o chinês Xie Zhenhua, representante especial para questões de mudança climática, e Miguel Arias Cañete, comissário europeu para a ação climática.

O Acordo de Paris estabeleceu a meta de limitar o aumento da temperatura média do planeta abaixo de dois graus Celsius até 2050.

Mas o objetivo está ameaçado devido à saída dos Estados Unidos e às dificuldades que outros países enfrentam para implantar medidas de redução de gases do efeito estufa.

A reunião de Montreal também servirá para preparar a conferência internacional sobre o clima convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em 12 de dezembro em Paris.

A ministra canadense da questão Climática, Catherine McKenna, avaliou que o sucesso do Protocolo de Montreal, firmado há 30 anos para proteger a camada de ozônio, precisa servir de exemplo para a aplicação do Acordo de Paris.

"O Protocolo de Montreal é um exemplo do vitória de governos, especialistas, ONGs e pessoas comuns que trabalharam juntos para enfrentar as enormes ameaças ao meio ambiente de nossa era".

"É um modelo de sucesso sobre como combater a mudança climática".

O comissário europeu para o clima, Miguel Arias Cañete, disse que a UE segue pressionando para uma "plena e rápida implementação" do acordo, assinalando que estão se acertando os detalhes do plano para reduzir as emissões europeias em 40% até 2030.

Na véspera, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reafirmou o objetivo da UE de estar "na vanguarda da luta contra a mudança climática".

A China colocará sobre a mesa em Montreal um progresso potencialmente importante no transporte. Junto à Grã-Bretanha e França, o gigante asiático anunciou sua intenção de proibir carros a combustão a partir de 2040, o que significará uma enorme redução da poluição do ar.

* AFP

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