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México24/09/2017 | 12h45

Paciência e fé na busca por vítimas do terremoto do México

AFP
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Cinco dias após o devastador terremoto de 7,1 graus de magnitude que deixou mais de 300 mortos no México, cada vez há menos esperanças de encontrar pessoas com vida sob os escombros, mas as equipes de resgate seguem pedindo paciência e fé.

De madrugada, depois de jornadas ininterruptas de buscas nos escombros de um edifício comercial de Tlalpan, no sul da capital, os socorristas encontraram um cadáver, constatou a AFP.

No sábado, graças a um scanner térmico, detectaram pessoas com vida, mas a tarefa é árdua para conseguir chegar até elas.

Perto dali, na escola Enrique Rebsamen, o exército continuava à procura de uma funcionária supostamente presa nos escombros do edifício que desabou matando 19 crianças e seis adultos.

No distrito de Roma-Condesa a esperança se concentrava em um edifício de escritórios. Os especialistas aguardam câmeras infravermelhas que detectem pessoas presas nos escombros.

"Paciência (...) estamos esperando a chegada de câmeras infravermelhas que vão nos permitir detectar os corpos que possam existir, vamos poder ver através dos muros", disse Ulises Zárate, coordenador tecnológico da Cruz Vermelha mexicana, neste domingo ao canal Televisa.

"Viemos salvar vidas. Temos que ter fé e pensar que elas (as pessoas presas) estão em um lugar onde podem respirar e assim sobreviver. Sabemos onde as pessoas estão, onde elas deveriam estar, e é lá que estamos trabalhando", disse à AFP Karin Kvitca, socorrista israelense de 29 anos.

As autoridades não deixam claro quantas pessoas estariam presas no local, mas em um poste há pendurada uma lista com 46 nomes. Próximo a ele há um cartaz com a imagem de uma das vítimas, com uma mensagem de esperança: "Adrián, você é um guerreiro. Sua família, amigos e Darío te esperam. Te abraçamos bem forte".

Conforme passam as horas, os familiares vão demonstrando maiores sinais de cansaço e desespero.

"Vamos fazer uma oração para colocar nas mãos de nossa virgem todos os socorristas e nossos irmãos que estão ali (entre os escombros)", diz Elisa Montesinos, uma catequista de 33 anos.

No distrito Del Valle os vizinhos rezavam para que conseguissem resgatar um homem com vida, enquanto que uma escola ao sul, na qual morreram 19 crianças e seis adultos, seguia recebendo buscas da Marinha Armada porque haveria "indícios de pessoas", sem esclarecer se estariam vivas.

- Em busca de reforços -

Muitos socorristas abandonavam as tarefas vencidos pelo cansaço e emitiram chamados na imprensa pedindo apoio em determinados distritos.

O chamado surtiu efeito e em Roma-Condesa são organizados turnos na madrugada.

"Há uma fila muito grande lá. Para que não fiquem em pé toda a noite, nós lhes pedimos que venham pela manhã", disse à AFP Valentina Toledo, de 38 anos, que coordena as equipes de voluntários.

Também foi solicitado que os voluntários levassem alimentos quentes para reconfortar os socorristas, que só estavam se alimentando de sanduíches e outras comidas frias.

No sábado, ao norte, concluíram as tarefas de resgate em um dos locais mais complicados, um edifício alto de lojas que desabou, mas mantinha uma fachada ameaçadora. Vizinhos e socorristas, entre eles vários chilenos, cantaram o hino mexicano. Durante essa missão foram encontrados cinco cadáveres.

Todos seguem atentados às réplicas sísmicas. No sábado, pouco antes das 8h00, soou o alerta de um tremor de 6,1 de magnitude em Oaxaca, uma réplica do terremoto de 8,2 registrado em 7 de setembro. O novo terremoto fez quatro vítimas.

Até a manhã deste domingo, totalizavam 318 mortos pelo terremoto de 7,1 de terça-feira: 180 na Cidade do México, 73 no estado de Morelos, 45 em Puebla, 13 no Estado do México, 6 em Guerrero e um um Oaxaca, segundo a Defesa Civil.

* AFP

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