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Londres15/09/2017 | 12h03

Atentado em metrô de Londres deixa 22 feridos

AFP
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Vinte e duas pessoas ficaram feridas na manhã desta sexta-feira em um atentado em uma estação de metrô de Londres. A bomba utilizada no ataque era um artefato explosivo improvisado que provocou uma "bola de fogo" na hora do rush.

O ataque - o quinto em seis meses na Grã-Bretanha - ocorreu às 08h20 (04h20 de Brasília) na estação de Parsons Green, localizada em um bairro rico no sudoeste da capital.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, denunciou uma atentado "odioso", ressaltando que a bomba utilizada foi concebida para causar enormes danos.

"O dispositivo explosivo era destinado a provocar enormes danos", declarou May em uma mensagem televisionada, após uma reunião de emergência de seu gabinete.

"Esta manhã aconteceu uma explosão em um trem do metrô. Nós agora consideramos que foi a detonação de um artefato explosivo improvisado", afirmou o chefe da unidade antiterrorismo da polícia londrina, Mark Rowley.

Pouco antes, uma outra autoridade antiterrorista, Neil Basu, referiu-se a um "ato terrorista".

O Serviço Nacional de Saúde (NHS) informou que 22 feridos, nenhum em estado grave, foram hospitalizados, "em sua maioria por queimaduras", de acordo com Rowley.

O atentado, que ainda não foi reivindicado, acontece num contexto de grande ameaça terrorista no Reino Unido, após uma onda de ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) nos últimos meses no país.

Pouco depois do ataque, várias testemunhas descreveram a explosão, mas também cenas de pânico.

"Houve um enorme boom", indicou à AFP Charlie Craven, que se dirigia ao metrô para ir ao trabalho. "Nós pegamos o metrô todas as manhãs (...) Nunca teríamos imaginado que isso aconteceria aqui".

Peter Crowley, disse ter visto uma "bola de fogo" e postou em seu Twitter fotos mostrando seu rosto queimado.

- Pânico -

Imagens publicadas no Twitter mostravam o que poderia ser o dispositivo explosivo: um balde branco queimando em uma sacola plástica de supermercado dentro de um vagão do metrô, perto das portas automáticas, e de onde saíam fios elétricos.

Louis Hather, de 21 anos, que estava a caminho do trabalho e estava no metrô, descreveu à AFP "pessoas gritando e correndo pelas escadas". Ferido na perna na confusão, conseguiu sair na rua onde "muitas pessoas choravam. O cheiro era de plástico queimado", relatou, chocado, descrevendo "uma mulher levada em uma maca em um ambulância com queimaduras em todo o corpo".

As ruas adjacentes foram isoladas pela polícia, que erigiu um cordão de segurança e colocou homens equipados com fuzis. Os serviços de ambulância e os bombeiros também estavam presentes, com pessoal capacitado para intervir em condições perigosas.

No local, vários moradores esperavam na calçada e tentavam recolher informações, enquanto os comércios próximos ofereciam chá ou café.

- 'Indivíduos desprezíveis' -

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, condenou os "indivíduos desprezíveis que tentam usar o terrorismo para nos atingir e destruir nosso modo de vida", assegurando: "nunca seremos intimidados pelo terrorismo".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os "terroristas fracassados" que garantiu estar por trás do atentado desta sexta-feira.

"Outro ataque em Londres por um terrorista fracassado", tuitou o presidente americano. "São pessoas doentes e dementes que estavam na mira da Scotland Yard. Temos que ser proativos!", disse.

Trump assegurou que irá telefonar à primeira-ministra britânica.

Sobre as declarações do presidente americano, May denunciou as especulações "que não ajudam de forma alguma uma investigação ainda em curso".

Não há indicações concretas se os culpados do ataque estavam, de fato, no radar da polícia britânica. Mas, se este for o caso, Trump revelou uma informação importante antes que as autoridades britânicas o tornasse pública.

Em março, em Londres, um terrorista usou um veículo para atropelar os transeuntes na ponte de Westminster antes de esfaquear um policial, matando cinco pessoas.

Em maio, um suicida explodiu uma bomba artesanal na saída de um show da cantora pop americana Ariana Grande em Manchester (norte), matando 22 pessoas.

Em junho, terroristas a bordo de uma caminhonete atropelaram transeuntes na London Bridge, antes de esfaquearem vários deles, matando oito pessoas.

Outro atentado, desta vez visando muçulmanos perto da mesquita londrina de Finsbury Park em junho, foi cometido por um homem qe se lançou contra a multidão, fazendo um morto e uma dezena de feridos.

* AFP

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