Uma semana de violência na Explanada de las Mezquitas en Jerusalén - Mundo - A Notícia

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Jerusalém23/07/2017 | 12h43

Uma semana de violência na Explanada de las Mezquitas en Jerusalén

AFP
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A onda de violência que estourou ao redor da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém após a instalação imposta por Israel de detectores de metais nas entradas do lugar santo. Oito pessoas morreram em uma semana.

Veja a evolução dos fatos:

- Fechamento da Esplanada das Mesquitas

Em 14 de julho, três árabes-israeleses matam a tiros dois policiais israelenses na Cidade Velha de Jerusalém, antes de fugirem, serem perseguidos e abatidos na Esplanada das Mesquitas.

Israel garante que as armas utilizadas haviam sido escondidas na Esplanada e toma a decisão excepcional de fechar o acesso ao local por dois dias.

A decisão provoca a ira dos palestinos e da Jordânia, guardiã dos lugares santos de Jerusalém.

- Detectores de metais

No dia 15 de julho, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decide ordenar a instalação de detectores de metais e anuncia a reabertura da Esplanada para o dia seguinte.

No dia seguinte, 16 de julho, o lugar volta a abrir ao público, mas os fiés muçulmanos se negam a entrar devido a essas medidas. Como protesto, centenas de pessoas rezam no exterior da Esplanada.

- Confrontos

A partir de 16 de julho, os confrontos ocorrem diariamente entre palestinos e as forças de segurança israelenses em Jerusalém Oriental, mas também na Cisjordânia. Os fiéis muçulmanos continuam se negando a rezar na Esplanada das Mesquitas.

Em 20 de julho, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, se une aos dirigentes palestinos para pedir a Israel a retirada dos detectores de metais.

O primeiro-ministro israelense, depois de consultar especialistas de segurança, mantém a medida.

- Violência fatal

Na sexta-feira, 21 de julho, dia da grande oração semanal, a polícia israelense proíbe homens de menos de 50 anos a acessar a Cidade Velha.

Violentos confrontos estouram em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. Pelo menos três palestinos morrem e centenas ficam feridos.

À noite, um palestino invade uma casa em uma colônia israelense, perto de Ramalá, e mata três israelenses esfaqueados.

O presidente palestino, Mahmud Abas, anuncia que as relações com Israel ficarão "congeladas" enquanto as medidas de segurança permancerem em vigor.

- Conselho de Segurança

No dia 22 de julho, os choques continuam em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, marcados pela morte de dois palestinos, um deles pela explosão do coquetel-molotov que segurava.

No dia 23 de julho, um foguete lançado de Gaza, território palestino governado pelo Hamas, alcança uma área não habitada, segundo o Exército israelense.

Autoridades israelenses se reúnem para encontrar uma possível alternativa aos detectores de metais.

Na segunda-feira, 24 de julho, o Conselho de Segurança da ONU fará uma reunión a portas fechadas para avaliar "a forma de apoiar os pedidos distensão".

* AFP

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