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Saúde24/07/2017 | 09h49Atualizada em 24/07/2017 | 10h20

Uma injeção por mês pode manter vírus da aids confinado, diz estudo

Laboratórios já trabalham no desenvolvimento de um tratamento injetável de ação prolongada

Uma injeção por mês pode manter vírus da aids confinado, diz estudo Cleber Gomes/Agencia RBS
Foto: Cleber Gomes / Agencia RBS
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Uma injeção por mês com um tratamento antirretroviral é suficiente para manter confinado o vírus da aids - revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (24) na revista britânica The Lancet. Isso permitirá aos soropositivos deixar de tomar um comprimido diário.

O estudo consistiu em injetar duas moléculas antirretrovirais a cada quatro, ou oito, semanas durante quase dois anos em 230 pacientes com HIV, mesmo que com uma carga viral indetectável.

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Ao final desse período, 87% dos pacientes do grupo que recebeu medicamentos a cada quatro semanas continuavam com uma carga viral indetectável. Esse número chegou a 94% no grupo que recebeu a medicação a cada oito semanas.

Essas proporções são comparáveis às registradas no grupo de 56 pacientes que continuou tomando um comprimido por dia (84%), segundo os resultados do estudo de fase II apresentado na Conferência Internacional de Pesquisa sobre a Aids, realizada em Paris.

A primeira molécula injetada, chamada de cabotegravir, foi desenvolvida pelo laboratório ViiV Healthcare, uma filial da GSK, Pfizer e Shionogi especializada em HIV, onde trabalha um dos autores do estudo, David Margolis.

A segunda molécula (rilpivirina) está sendo desenvolvida pelo laboratório Janssen, do grupo Johnson & Johnson.

Os dois laboratórios fizeram uma aliança para criar, com essas moléculas combinadas, o primeiro tratamento injetável de ação prolongada contra o HIV.

Segundo o diretor científico da Johnson & Johnson, Paul Stoffels, o tratamento "poderá oferecer uma alternativa eficaz para pessoas que alcançaram uma carga viral indetectável, mas que têm dificuldade para seguir um tratamento oral diário para controlar o HIV".

— Será preciso escolher entre o conforto de não ter que seguir um tratamento oral e os inconvenientes associados a um tratamento antirretroviral de ação prolongada por injeção — ressaltou, por sua vez, Mark Boyd, da Universidade de Adelaide, na Austrália, ao comentar o estudo.

A maioria dos pacientes sentiu dores no local da injeção, e alguns tiveram diarreia, ou dor de cabeça.

* AFP

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