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Washington12/07/2017 | 17h38

Tropas americanas operam em Raqa, reduto do EI na Síria

AFP
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Os conselheiros militares dos Estados Unidos estão operando dentro da cidade de Raqa, o último grande reduto do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, disse um porta-voz militar do governo americano nesta quarta-feira.

As tropas, muitas das forças de operações especiais, estão trabalhando com o papel de "aconselhar, ajudar e acompanhar" os combatentes locais das Forças Democráticas da Síria (FDS) no combate ao EI, disse o coronel Ryan Dillon, porta-voz militar.

As tropas não estão em combate direto, mas participando de ataques aéreos e trabalhando mais estreitamente do que as forças americanas que apoiam o Exército iraquiano em Mossul.

"Eles estão muito mais expostos ao contato inimigo do que aqueles que estão no Iraque", disse Dillon.

Também afirmou que os americanas estão trabalhando em colaboração com os combatentes das FDS desde que as operações para cercar Raqa começaram.

As operações para libertar Raqa começaram em novembro do ano passado e, em 6 de junho, as FDS entraram na cidade.

Com a ajuda da coalizão liderada pelos EUA, as FDS romperam um muro antigo da Cidade Antiga de Raqa, onde os extremistas se posicionaram.

As FDS são uma aliança curdo-árabe que é treinada por especialistas da coalizão e armada pelos Estados Unidos.

Dillon disse que a coalizão tem visto o EI usando cada vez mais drones comerciais manipulados com explosivos. Os extremistas empregaram uma tática similar em Mossul.

O Exército dos EUA é sigiloso sobre a extensão de sua participação na Síria, mas já informou que cerca de 500 operações especiais estão no local para treinar e ajudar as FDS.

Além disso, os fuzileiros navais estão operando com a artilharia para ajudar na ofensiva de Raqa.

Um grupo de monitoramento independente disse que a taxa de mortalidade civil subiu no mês passado com a intensificação das operações em Raqa e Mossul.

O Airwars - um coletivo de jornalistas e pesquisadores com sede em Londres que usa redes sociais, relatórios de testemunhas oculares e outras fontes para compilar os dados - disse que os ataques simultâneos à cidade foram muitas vezes "devastadores".

O grupo declarou que 744 civis foram mortos em junho, embora o número seja diferente do fornecido pelo Exército americano, que até agora reconheceu a morte acidental de 603 civis desde que as operações da coalizão começaram no final de 2014.

* AFP

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