Segundo imprensa alemã, Volkswagen foi 'cúmplice' da ditadura no Brasil - Mundo - A Notícia

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Berlim24/07/2017 | 12h44

Segundo imprensa alemã, Volkswagen foi 'cúmplice' da ditadura no Brasil

AFP
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Já suspeita de ter tolerado as ações dos militares durante a ditadura no Brasil, a Volkswagen agora é acusada de ter colaborado ativamente na denúncia de opositores, de acordo com uma reportagem investigativa revelada nesta segunda-feira (24) pela imprensa alemã.

A montadora alemã "não somente colaborou (...) com o regime militar, como era um ator autônomo da repressão. Um bom cúmplice", afirma o jornal "Süddeutsche Zeitung".

O jornal, que conduziu sua reportagem em colaboração com os canais públicos de televisão NDR e SWR, diz ter consultado "documentos da investigação em curso em São Paulo contra a subsidiária brasileira da Volkswagen" e outros documentos "internos" da companhia relativos ao período da ditadura militar no país (1964-1985).

O caso veio à tona em setembro de 2015, quando ex-funcionários da empresa alemã e militantes entraram com uma ação no Brasil, acusando a Volkswagen de permitir a perseguição e a tortura de funcionários que se opunham ao regime militar.

Segundo eles, 12 funcionários da montadora foram presos e torturados na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo. A empresa também é acusada de ter elaborado "listas negras" de opositores da ditadura.

Procurada pela AFP após essas novas revelações, a companhia alemã disse que "aguardará o relatório final e seus resultados antes de comentar o assunto e se concentrar nas medidas a serem tomadas".

Em novembro de 2016, o grupo alemão confiou a um historiador independente a tarefa de examinar seu papel na ditadura. Os resultados da investigação do professor Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld (norte), são esperados para o final do ano.

O passado da Volkswagen já é assombrado pela história da empresa sob o regime nazista. Durante a Segunda Guerra Mundial, a fabricante alemã recorreu ao trabalho forçado de prisioneiros de guerra e de campos de concentração.

Um prejuízo que a empresa tenta reparar. Em 1990, criou um fundo de indenização aos trabalhadores forçados e deu a historiadores acesso a seus arquivos para exumar o passado obscuro.

* AFP

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