Jovens confiam menos em políticos, mas continuam felizes (estudo) - Mundo - A Notícia

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Nova York20/07/2017 | 21h03

Jovens confiam menos em políticos, mas continuam felizes (estudo)

AFP
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A confiança dos jovens em políticos e líderes religiosos diminuiu acentuadamente nos últimos cinco anos, mas eles continuam em grande parte felizes, segundo um estudo global divulgado nesta quinta-feira.

A Viacom, a empresa de mídia americana por atrás de canais voltados para os jovens, como a MTV e a Nickelodeon, entrevistou 28.600 pessoas on-line em 30 países sobre uma ampla gama de tópicos.

Em um momento de turbulência política e conflitos religiosos, apenas 9% dos entrevistados disseram confiar em líderes religiosos, e apenas 2% disseram o mesmo dos políticos de seus países.

Desde a última pesquisa, realizada em 2012, a confiança nos líderes religiosos caiu 33 pontos percentuais, ao mesmo tempo em que diminuiu 25 pontos em relação aos políticos, entre as pessoas com 30 anos ou menos nos 27 países que foram entrevistados nos dois anos.

As opiniões, no entanto, variaram muito entre os países. Na Nigéria, por exemplo, a confiança nos líderes religiosos atingiu 32%.

A confiança também diminuiu em relação aos médicos, professores e até amigos, enquanto as pessoas de todos os países identificaram suas mães como as mais confiáveis.

Por outro lado, a pesquisa descobriu que a porcentagem de pessoas que disseram que estavam felizes em geral foi praticamente inalterada, de 76%.

De acordo com Christian Kurz, vice-presidente sênior para a visão global do consumidor da Viacom, a pesquisa mostrou que "o ser humano é um animal muito resiliente".

Ao definir a felicidade, a maioria das pessoas, tanto em 2012 como em 2017, apontou para passar tempo com a família e os amigos.

A segunda coisa que os entrevistados apontaram como mais importante em 2017 - especialmente nos países desenvolvidos - foi ter tempo para as férias e o prazer, enquanto em 2012 mais pessoas citaram o dinheiro.

Kurz disse que percebeu uma mudança de atitudes na sequência da crise econômica global, visto que muitas pessoas passaram a se sentir impotentes.

"Se você realmente não tem escolha, então você se concentra nas coisas que você controla - e as pessoas com quem você passa seu tempo é algo que você controla", afirmou.

* AFP

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