EUA acusam 412 pessoas de fraude ao sistema de saúde por prescrição de opiáceos - Mundo - A Notícia

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Washington13/07/2017 | 19h31

EUA acusam 412 pessoas de fraude ao sistema de saúde por prescrição de opiáceos

AFP
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Autoridades dos Estados Unidos acusaram nesta quinta-feira de fraude 412 médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde, em muitos dos casos por prescreverem opiáceos que provocaram uma crise nacional de dependência.

O procurador-geral, Jeff Sessions, anunciou que as acusações apontam para o que ele chamou de "crise de drogas mais mortífera da história" do país, com mais de 60.000 pessoas mortas por overdose no ano passado.

As acusações envolvem médicos e outros suspeitos de operar esquemas de prescrição ilegal de remédios que contêm opioides muito viciantes como oxicodona, com distribuidores nas ruas.

As acusações também têm como alvo pessoas que supostamente defraudaram os programas de seguro de saúde Medicaid e Medicare, administrados pelo governo, com serviços que nunca foram entregues, incluindo programas de reabilitação de viciados, e com prescrições de medicamentos desnecessários aos pacientes para sobrefaturar o governo.

No total, as perdas do governo em faturas falsas nesses esquemas de fraude totalizaram US$ 1,3 bilhão, disse o Departamento de Justiça.

"Muitos profissionais de saúde confiáveis, como médicos, enfermeiros e farmacêuticos, optaram por violar seus juramentos e colocar a ganância à frente de seus pacientes", disse Sessions.

"Surpreendentemente, alguns fizeram de suas práticas empresas criminosas multimilionárias. Eles parecem inconscientes das consequências desastrosas de sua ganância", acrescentou.

Entre os acusados há 56 médicos, seis deles parte de um complô em Michigan que supostamente prescreveu opiáceos a pacientes sem necessidade e mandou recibos falsos e fraudulentos no valor de 164 milhões de dólares ao Medicaid.

Em Houston, um médico prescreveu ilegalmente 2,5 milhões de doses de hidrocodona e outros medicamentos enquanto viciados e gangues organizadas faziam fila diariamente em sua clínica para obter as receitas.

Um centro de reabilitação em Palm Beach, Flórida, supostamente cobrou do governo 58 milhões de dólares por serviços para viciados que nunca ofereceu.

O pouco controle da distribuição de milhões de doses de opiáceos durante a década passada em comunidades dos Estados Unidos é considerado o motivo de um súbito aumento de vícios, com duas a três milhões de pessoas que se tornaram dependentes de medicamentos para a dor com prescrição médica e à heroína.

* AFP

 
 

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