Decreto migratório de Trump sofre novo revés na Justiça - Mundo - A Notícia

Versão mobile

Washington14/07/2017 | 08h33Atualizada em 14/07/2017 | 09h04

Decreto migratório de Trump sofre novo revés na Justiça

Juiz do Havaí determinou que avós, netos e outros familiares de pessoas que residem nos EUA não sejam atingidos pela decisão do republicano

Decreto migratório de Trump sofre novo revés na Justiça ALAIN JOCARD/AFP
Foto: ALAIN JOCARD / AFP
AFP
AFP

Um juiz federal do Havaí determinou, neste sexta-feira (14), que avós, netos e outros familiares de pessoas que residem nos Estados Unidos devem ser excluídos do decreto do presidente Donald Trump, que impede temporariamente o ingresso de cidadãos de seis países de maioria muçulmana.

A decisão do juiz Derrick Watson implica uma vitória para os críticos do decreto. O texto é defendido pelo governo Trump como fundamental para a Segurança Nacional, ao evitar a entrada de terroristas no país.

A Suprema Corte de Justiça habilitou a entrada e a vigência do decreto em vigor, de forma parcial e temporária, em 30 de junho, interrompendo cinco meses de disputas em instâncias inferiores.

Leia mais
"Nada nunca vai nos separar dos Estados Unidos", afirma Macron 
Filho de Trump se reuniu com advogada para obter informação sobre Hillary
Rodrigo Lopes: Trio de ouro de Trump sob suspeita

A mais alta esfera jurídica americana permitiu a aplicação da proibição de ingresso de cidadãos de Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen em território nacional por um período de 90 dias. No caso dos refugiados, o veto se estende por 120 dias, salvo no caso de pessoas com "relações familiares próximas" nos Estados Unidos.

Segundo o governo, encontram-se nessa categoria apenas pais, cônjuges, filhos, noivos e irmãos.

Watson, no entanto, considerou que "a definição estreita do governo não se sustenta na cuidadosa linguagem da Suprema Corte, nem nos estatutos de imigração nos quais se baseia".

"O senso comum dita, por exemplo, que a família próxima inclui os avós", indicou o juiz em sua sentença. "De fato, os avós são o paradigma do familiar próximo. A definição do governo os exclui. Isso simplesmente não é possível", frisou.

Watson ordenou aos Departamentos de Estado e de Segurança Interna a suspensão da proibição de entrada no país para "avós, netos, cunhados, cunhadas, tias, tios, sobrinhas, sobrinhos e primos de pessoas (que residem) nos Estados Unidos".

Leia mais notícias de Mundo

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaLoetz: Colombo veta projeto que combatia roubo de cargas  https://t.co/g6s3MzCfYD #LeianoANhá 2 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaEmpresa de Joinville oferece 30 vagas para jovens de 18 a 22 anos https://t.co/WSKP0Br0IL #LeianoANhá 4 horas Retweet
A Notícia
Busca