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Cuidados com o coração12/07/2017 | 18h53Atualizada em 13/07/2017 | 09h11

Cientistas desenvolvem método não invasivo para avaliar artérias coronárias

Método analisa mudanças no tecido que envolve as artérias

Cientistas desenvolvem método não invasivo para avaliar artérias coronárias www.BillionPhotos.com/Shutterstock
Foto: www.BillionPhotos.com / Shutterstock
AFP
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Pesquisadores desenvolveram um método não invasivo para avaliar as artérias de um paciente, detectar inflamações e, possivelmente, evitar doenças cardíacas antes que estas sejam graves demais para serem tratadas, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (12).

O novo método funciona analisando mudanças no tecido adiposo que envolve as artérias, conhecido como gordura perivascular. Esta se torna mais líquida e menos gordurosa quando está perto de uma artéria inflamada, explicaram os pesquisadores. Utilizando uma medida chamada Índice de Atenuação da Gordura (FAI), os especialistas encontraram sinais de inflamação de artérias em tomografias existentes.

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Também descobriram ser possível rastrear mudanças na gordura perivascular através do tempo, permitindo aos médicos detectarem sinais precoces que poderiam prevenir acidentes cardiovasculares. No entanto, ainda são necessários estudos mais amplos para assegurar a eficácia deste novo método em prever futuros ataques cardíacos e salvar vidas.

— Até agora, não havia nenhuma maneira de detectar uma inflamação nas artérias coronárias — disse o pesquisador Keith Channon, professor de medicina cardiovascular na Universidade de Oxfordantes da publicação do estudo na revista Science Translational Medicine.

Os resultados finais deste estudo serão publicados no final do ano, segundo os pesquisadores.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre homens e mulheres nos Estados Unidos, e a cada ano cerca de 750 mil americanos sofrem um ataque do coração. Durante décadas, os médicos recorreram a tomografias e angiogramas para detectar doenças de artérias coronárias, onde os ataquem cardíacos têm origem.

Estes exames se concentram em encontrar vasos que se tornaram mais estreitos devido ao colesterol ou outra substância, restringindo o fluxo de sangue para o coração. Mas estão longe de ser perfeitos, e muitas vezes encontram o problema quando a condição do paciente já é muito grave. Além disso, o estreitamento das artérias nem sempre é um sinal de um ataque cardíaco iminente.

Na verdade, a inflamação é a principal responsável pelos bloqueios nas artérias que causam os ataques do coração, explicou o pesquisador Channon.

* AFP

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