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Moscou16/06/2017 | 15h08

Exército russo verifica possível morte do líder do EI em bombardeio

O exército russo anunciou nesta sexta-feira que bombardeou em 28 de maio uma área em Raqa (Síria) onde acontecia uma reunião de líderes do grupo Estado Islâmico (EI) e está verificando se o comandante da organização extremista, Abu Bakr Al-Bagdadi, morreu no ataque.

O bombardeio tinha como alvo uma reunião de líderes do movimento jihadista "na qual participava seu chefe Abu Bakr Al-Bagdadi", afirma um comunicado divulgado pelo ministério russo da Defesa.

"Estamos verificando por vários canais se Al-Bagdadi foi eliminado", completa o texto.

O porta-voz da coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos, Ryan Dillon, afirmou que não poderia confirmar no momento as informações.

De acordo com o ministério russo, o comando do contingente militar do país na Síria "recebeu, no fim de maio, informações sobre a celebração de uma reunião de dirigentes da organização Estado Islâmico na periferia sul de Raqa".

Após um voo de reconhecimento de um drone, caças Sukhoi Su-34 e Su-35 atacaram as posições jihadistas no dia 28 de maio, entre 21H35 e 21H45 GMT (18H35 e 18H45 de Brasília). O comando militar russo informou a operação ao governo dos Estados Unidos, segundo o ministério.

O exército russo afirma que matou vários "altos dirigentes" do EI, quase "30 chefes de guerra e até 300 combatentes".

Este balance foi revisado em baixa pelo ministro da Defesa Serguei Choigu, que informou ao presidente russo Vladimir Putin "sobre a eliminação de mais de cem terroristas no ataque", segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Entre eles, havia "dirigentes do EI e provavelmente Al Baghdadi", acrescentou, citado pela agência de notícias RIA Novosti.

O Pentágono anunciou nesta sexta, em um comunicado, que as forças da coalizão realizaram 35 ataques contra o EI, dos quais 20 perto de Raqa que destruíram os "quartéis-generais do EI".

A Rússia iniciou em setembro de 2015 uma campanha de bombardeios na Síria para respaldar seu aliado, o presidente Bashar al-Assad. Em dezembro de 2016, as forças do governo e os rebeldes assinaram uma trégua, mas esta não se aplica aos jihadistas do EI.

Os combatentes do EI enfrentam na cidade de Raqa, seu maior reduto na Síria, a ofensiva de uma aliança curdo-árabe apoiada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Os confrontos acontecem nas frentes norte, oeste e leste da cidade, mas o avanço da aliança curdo-árabe, as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), foi contida nos últimos dias por atos de contraofensiva do EI.

Raqa, conquistada pelo EI em 2014, se tornou o símbolo das atrocidades do grupo e uma base para o planejamento de atentados executados no exterior.

O exército russo conseguiu estabelecer que o objetivo do encontro dos líderes do EI era "a organização de comboios de saída para os combatentes de Raqa através do 'corredor sul'", indica o comunicado.

Moscou anunciou bombardeios nos dias 25, 29 e 30 de maio contra unidades do EI que tentavam fugir de Raqa pelo sul, rumo à cidade antiga de Palmira, controlada pelas forças governamentais sírias.

A coalizão internacional antijihadista havia prometido durante uma reunião em março erradicar a "ameaça mundial" do EI e de seu líder.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, previu na ocasião a "morte" iminente de Bagdadi.

Poderoso e discreto, Bagdadi transformou o EI em uma organização temida, responsável por vários atentados violentos ao redor do planeta.

Washington já o considerou morto em diversas ocasiões. Bagdadi não dá sinais de vida desde uma gravação de áudio divulgada em novembro de 2016, pouco depois do início da ofensiva do exército de Bagdá contra Mossul, o reduto do EI no Iraque.

* AFP

 
 

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