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Washington19/06/2017 | 16h19

EUA: 50 milhões de dólares por um lugar no Congresso

Uma eleição legislativa nesta terça-feira no distrito historicamente republicano que poderia passar para as mãos dos democratas em um subúrbio de Atlanta, no estado da Geórgia, será um teste para as eleições parciais nos Estados Unidos.

Até agora, a campanha mais cara para conquistar um lugar na Câmara de Representantes havia custado 20 milhões de dólares.

Entretanto, a recente renúncia de um representante que foi eleito na Geórgia e que se uniu ao governo de Donald Trump fez que os democratas vissem a oportunidade de encher a circunscrição de propaganda, aumentando essa conta para mais 50 milhões de dólares, segundo o jornal local Atlanta Journal-Constitution.

O gasto total chega a US$ 59,6 milhões, segundo a associação Issue On, com uma vantagem de vários milhões de dólares dos democratas.

Isso foi traduzido em uma avalanche de publicidade na televisão, nas rádios e por cartas a domicílio.

As doações chegaram de todo o país para o jovem candidato democrata Jon Ossoff, de 30 anos, um ex-companheiro parlamentar que foi promovido por seu partido e que há vários meses está no centro da atenção nacional.

No dia 18 de abril esteve perto de ganhar o primeiro turno com 48% dos votos, irritando os republicanos que mantiveram este lugar sob suas siglas há quase 40 anos.

O segundo turno é entre Ossoff e a ex-secretária de Estado na Georgia Karen Handel, de 55 anos, que arrecadou menos dinheiro do que ele, mas recebeu o apoio financeiro das principais organizações nacionais republicanas.

Para os democratas, uma vitória nesta terça-feira elevaria a moral de um partido ainda atingido pela derrota de Hillary Clinton.

Os democratas têm o ambicioso objetivo de conseguir a maioria na Câmara de Representantes durante as eleições intermediárias de novembro de 2018.

A nova estratégia do Partido Democrata é ganhar terreno nos bastiões republicanos para diminuir a popularidade do presidente dos Estados Unidos, cuja aceitação caiu para 40%.

"Se o Partido Democrata quer melhorar, terá que fazer uma grande mobilização em nível local nos 50 estados do país", insistiu neste domingo Bernie Sanders, o candidato da esquerda dos democratas nas primárias presidenciais do ano passado.

* AFP

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