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Jerusalém17/06/2017 | 10h39

Estado Islâmico e Hamas disputam ataque contra policial israelense

O grupo Estado Islâmico e o movimento palestino Hamas estão disputando a autoria do ataque realizado na sexta-feira em Jerusalém, no qual morreu uma policial israelense.

Três palestinos atacaram com faca e armas de fogo um grupo de policiais israelenses posicionados perto da Cidade Velha de Jerusalém. Uma policial de 23 anos, Hadas Malka, foi esfaqueada e morreu em consequência dos ferimentos.

A polícia matou os três agressores.

Pouco depois do ataque, o Estado Islâmico reivindicou a operação.

Em um comunicado difundido no aplicativo criptografado Telegram, o EI afirmou que três de seus combatentes "atacaram um grupo de judeus", em uma operação durante a qual os três atacantes foram mortos por policiais israelenses. Este ataque "não será o último", advertiu o grupo extremista.

Segundo o SITE, centro de monitoração de sites extremistas com sede nos Estados Unidos, esta seria a primeira vez que o EI reivindica um ataque em Israel.

O Hamas e a esquerda palestina, por sua vez, negaram neste sábado a reivindicação do EI, garantindo que os três palestinos abatidos em Jerusalém após matarem uma policial israelense pertenciam às suas fileiras.

"A reivindicação do Estado Islâmico é uma tentativa de enredar as coisas", afirma em um comunicado o porta-voz do movimento islâmico em Gaza Sami Abou Zouhri.

O ataque - acrescentou - foi cometido por "dois palestinos da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) e um terceiro do Hamas".

O texto acrescenta que esse ataque é "uma resposta natural aos crimes do ocupante" israelense, nos termos usados pelo movimento, no poder na Faixa de Gaza, para se referir à onda de ataques que atinge a região desde outubro de 2015.

Em um comunicado, a FPLP divulgou que Bara Ata, de 18 anos, Osama Ata, de 19, e Adel Ankouch, de 18, lançaram o ataque "na linha direta da resistência e para responder aos crimes do ocupante".

Os serviços de segurança israelenses se mostravam prudentes a respeito do ocorrido.

"É impossível no momento confirmar a reivindicação do EI", declarou à AFP um porta-voz do Shin Beth, o serviço de segurança interna israelense.

- Recentemente presos -

Uma porta-voz do exército israelense, apoiando-se em informações da inteligência militar, colocou em dúvida que os três palestinos pertencessem a uma dessas organizações e deu a entender que pertenciam a um pequeno grupo local.

Os Territórios Palestinos e Israel vivem uma onda de violência que causou a morte, desde 1o. de outubro de 2015, de 272 palestinos, 42 israelenses, dois americanos, dois jordanianos, um eritreu, um sudanês e uma britânica, segundo um balanço da AFP.

A maioria dos palestinos mortos são os autores dos ataques anti-israelenses, e geralmente são jovem e agem sozinhos.

Os ataques são atribuídos, segundo os especialistas à humilhação da ocupação israelense, à ausência de perspectiva sobre uma independência, às frustrações econômicas e às divisões interpalestinas.

O governo israelense as atribui à recusa de aceitar a existência de Israel.

Os autores do ataque eram oriundos de uma localidade da Cisjordânia, território palestino que em 2017 completa 50 anos ocupado por Israel.

Segundo a FPLP, Bara e Osama Ata cumpriram recentemente penas de vários meses na prisão israelense.

O Shin Beth afirmou, por sua parte, que os três estavam envolvidos em atividades terroristas.

Israel não foi palco até agora em seu território de atividades dos extremistas do EI, mas seu integrantes assumiram a autoria, em 10 de abril, de um disparo de foguete do Sinal egípcio, onde operam grupos simpatizantes. O foguete caiu no sul de Israel.

O ataque de sexta ocorre quando milhares de paletinos de Jerusalém Oriental e Cisjordânia ocupada rezavam na mesquita de Al Aqsa, por ocasião da terceira sexta-feira do mês de jejum sagrado muçulmano do Ramadã.

A mesquita se encontra em Jerusalém Oriental, na parte palestina da cidade ocupada e anexada por Israel, que, por ocasião da data, reduziu as restrições de acesso.

Depois do novo ataque, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu cancelar as permissões de acesso a Jerusalém.

jjm-lal/vl/pa.zm/cn

* AFP

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